IAG só prevê ter este trimestre 20% da capacidade de há um ano

01-03-2021 (16h39)

O IAG, segundo maior grupo europeu de aviação, de que fazem parte a British Airways, a Iberia, a Vueling e a Aer Lingus, só prevê ter este trimestre 20% da capacidade que teve há um ano, sem avançar mais além desse período dada a “elevada incerteza” que predomina.

O IAG informou que no ano de 2020, marcado pelo impacto da pandemia, teve uma quebra das receitas de passagens em 75,2% ou 17.638 milhões de euros, com a quebra das receitas de passagens a atingirem 75,2% ou 17.638 milhões de euros, ficando em 5.574 milhões, o que levou a uma deterioração do resultado operacional em 7,6 mil milhões de euros, de um lucro de 3.285 milhões para um prejuízo e 4.365 milhões.

A informação do IAG, cuja frota total somava 533 aviões em 31 de Dezembro de 2020, menos 65 que um ano antes, indica que todas as suas companhias sofreram degradações da actividade semelhantes com quebras de receitas acima de 60% na Iberia, para 2.259 milhões de euros, de 69,9% na British Airways, para 4.001 milhões, de 76,6% na Vueling, para 574 milhões, e de 77,9% na Aer Lingus, para 470 milhões.

Em resultados operacionais os prejuízos foram de 3.880 milhões na British Airways, pior 5.218 milhões que em 2019, de 1.411 milhões na Iberia, pior 1.908 milhões, de 875 milhões na Vueling, pior 1.114 milhões, e de 563 milhões na Aer Lingus, pior 839 milhões.

Estas perdas têm origem nomeadamente numa quebra do tráfego de passageiros em RPK (do inglês para passageiros x quilómetros voados) de 74,7% com decréscimo do número de passageiros em 73,6% ou 86,97 milhões, para 31,27 milhões, com decréscimos de 69,7% ou 15,6 milhões na Iberia, para 6,79 milhões, de 72,1% ou 24,9 milhões na Vueling, para 9,6 milhões, de 74,3% ou 35,4 milhões na British Airways, para 12,28 milhões, e de 81,8% ou 9,5 milhões na Aer Lingus, para 2,1 milhões, e de 76,3% ou 1,4 milhões na Level, para 445 mil.

Luis Gallego, que pela primeira vez apresentou o balanço anual do IAG enquanto CEO do grupo, cargo que assumiu em Setembro passado (clique para ler: IAG já formalizou substituição de Willie Walsh como CEO pelo espanhol Luís Gallego), comentou que se é certo que os programas de vacinação e o progressivo relaxamento das restrições às viagens devem facilitar a recuperação do tráfego internacional, permanece por saber quando e a que ritmo.

O executivo realçou também que embora se tenha por certo que existe procura de viagens reprimida e que as pessoas querem viajar, são necessárias medidas coordenadas e standards harmonizados, como a introdução de passes sanitários digitais para que se possa “abrir os céus em segurança”.

 

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