IATA prevê menos 3,6 milhões de passageiros em 2020 para Moçambique e Cabo Verde

24-04-2020 (12h44)

Foto: Nils Nedel / Unsplash
Foto: Nils Nedel / Unsplash

A IATA prevê que Moçambique e Cabo Verde registem menos 1,4 e 2,2 milhões de passageiros, que resultam em perdas de receitas na ordem dos  120 e 185 milhões de euros, respectivamente, devido ao impacto da pandemia do novo coronavírus.

Num comunicado hoje emitido pela IATA, a associação estimou que as companhias aéreas da região, perante as restrições impostas devido ao novo coronavírus, possam perder 6.000 milhões de dólares (5.547 milhões de euros) de receitas com passageiros face a 2019.

“São mais 2.000 milhões de dólares (1.845 milhões de euros) do que o esperado no início do mês”, referiu a IATA, apresentando estimativas para um cenário em que as restrições às viagens se prolonguem por três meses e que consagra um levantamento gradual das condicionantes.

A organização apontou que os despedimentos na aviação em África pode alcançar os 3,1 milhões, metade dos 6,2 milhões de postos de trabalho relacionados com o sector, ultrapassando a estimativa anterior, que apontava para dois milhões de empregos perdidos.

Da mesma forma, a IATA prevê que o tráfego aéreo anual registe uma quebra de 51% em relação a 2019, ao passo que o Produto Interno Bruto (PIB) da região deverá sofrer uma redução de 28 mil milhões de dólares (25,8 mil milhões de euros) face aos 56 mil milhões de dólares (51,7 mil milhões de euros) do ano anterior.

No caso de Moçambique, a IATA prevê menos 1,4 milhões de passageiros, resultando numa quebra de 130 milhões de dólares (120 milhões de euros) entre as receitas.

Da mesma forma, a suspensão de voos no país lusófono da África Oriental coloca em risco 126.400 postos de trabalho, assim como uma contribuição de 200 milhões de dólares (184,5 milhões de euros) para a economia moçambicana.

Já em Cabo Verde, a organização estima a perda de 2,2 milhões de passageiros, traduzindo-se em menos 200 milhões de dólares (185 milhões de euros) de receitas diretas. A suspensão prolongada dos voos coloca em risco 46.700 empregos, assim como uma contribuição de 480 milhões de dólares (443 milhões de euros).

Além dos dois países lusófonos, a lista integra ainda África do Sul, Nigéria, Etiópia, Quénia, Tanzânia, Maurícias, Gana e Senegal.
A África do Sul, a economia africana mais industrializada, deverá ter uma redução de 14,5 milhões de passageiros, estando-lhe associada a perda directa de 3,02 mil milhões de dólares (2,79 mil milhões de euros). A IATA prevê também a perda de 252.100 postos de trabalho e uma redução de 5,1 mil milhões de dólares (4,71 mil milhões de euros) no PIB sul-africano.

Para a Nigéria, país mais populoso do continente, a IATA prevê menos 4,7 milhões de passageiros, assumindo uma perda de receitas no valor de 990 milhões de dólares (914 milhões de euros), assim como de 125.400 postos de trabalho e de uma contribuição de 890 milhões de dólares (821 milhões de euros) na economia nigeriana.

Segundo a IATA, a Etiópia é o país com mais postos de trabalho em risco, 500.500, sendo afectado em menos 430 milhões de dólares (397 milhões de euros) de receita e em perdas de 1,9 mil milhões de dólares (1,75 mil milhões de euros) no PIB.

“Para minimizar o impacto nos postos de trabalho e na economia africana, é vital que os Governos tomem medidas para apoiar a indústria”, salientou a IATA, que pediu “uma mistura de apoio financeiro directo, empréstimos e garantias e apoio ao mercado das obrigações e o alívio de impostos”.

A IATA notou que há várias reuniões previstas entre governos e membros do sector da aviação para “entender o que é necessário para reabrir as fronteiras” e para “alcançar soluções que possam ser operacionalizadas” de forma eficiente.

(PressTUR com Agência Lusa)

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