IATA reclama acção dos governos para evitar “iminente catástrofe” económica e desemprego

27-10-2020 (17h04)

A IATA, associação internacional de companhias de aviação, reclamou hoje dos governos "acção firme" para evitar uma "catástrofe" iminente com quebra da actividade económica em 1,8 biliões de dólares e perda de 46 milhões de empregos.

"Por cada dia que a crise continua, o potencial de perda de empregos e devastação económica aumenta" avisa a IATA, que calcula que estão em causa 1,3 milhões de empregos nas companhias aéreas, pondo em causa 3,5 milhões no sector da aviação e 46 milhões na economia global.

O que está em causa, diz a IATA, é que as companhias de aviação não têm como reduzir custos ao mesmo ritmo que as suas receitas estão a cair, levando a prever em 2021 as receitas totais das companhias de aviação fiquem 46% abaixo dos 838 mil milhões de dólares realizados em 2019.

A IATA frisa também que a sua estimativa anterior era uma quebra em torno d 29%, mas contava com um início de recuperação no quarto trimestre deste ano, que não se verifica devido a novos surtos de covid-19 e fechos de fronteiras que se verificam e que levam a que IATA esteja actualmente a prever para este ano uma quebra de tráfego em 66%.

O director-geral da IATA, Alexandre de Juniac, aliás, em mensagem sobre os dados mais recentes da Associação, avisa que o quarto trimestre será "extremamente difícil" e que são fracas as indicações que 2021 será "significativamente melhor" enquanto as fronteiras permanecerem fechadas e existirem quarentenas nas chegadas.

Alexandre de Juniac reclama até que dos governos ajuda financeira adicional às companhias de aviação, afirmando que sem ela a tesouraria das companhias de aviação não durará em média mais de 8,5 meses.

A IATA realça que 50% dos custos das companhias de aviação são fixos ou semi-fixos, pelo menos no curto prazo e avança que numa amostra de 76 companhia, no segundo trimestre a redução de custos foi de 48%, enquanto a quebra de tráfego atingiu 73%.

A Associação aponta como exemplo dos ‘constrangimentos' que a aviação enfrenta que em resposta à quebra da procura as companhias reduziram a oferta, o que teve como efeito o aumento do custo unitário, e avança que estima que as companhias necessitarão de uma quebra do custo unitário em 30% para chegarem ao breakeven.

A IATA frisa que face a uma quebra do tráfego internacional em 90% as companhias parquearam milhares de aviões, principalmente widebodies de longo curso, com o efeito perverso que a concentração em linhas mais curtas requer mais aviões, pelo que enquanto a capacidade baixa 62% relativamente a Janeiro de 2019, a frota em serviço baixa apenas 21%.

A IATA assinala ainda que a frota em leasing baixou em cerca de 60%, mas com uma redução de custos de menos de 10%, referindo que o único aspecto "brilhante" decorre da redução de preço dos combustíveis em 42%, mas que "infelizmente" não prosseguirá no próximo ano.

 

Clique para mais notícias: IATA

Clique para mais notícias: Aviação

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

easyJet reforça voos no Natal e Ano Novo entre Portugal, França, Luxemburgo e Suíça

04-12-2020 (16h08)

A easyJet anunciou que fará um reforço de 21 voos em Dezembro e Janeiro entre Portugal, França, Luxemburgo e Suíça, sem especificar em que rotas.

LATAM passa a informar estado dos voos no seu website

04-12-2020 (15h45)

A LATAM está a informar os agentes de viagens que a partir de 7 de Dezembro o estado dos voos até quatro dias antes da partida só poderá ser consultado no seu website LATAM Trade.

Wizz Air inclui Faro com voos todo o ano da sua nova base em Cardiff

04-12-2020 (14h46)

A low cost húngara Wizz Air, actualmente uma das maiores do seu segmento na Europa, tem previsto criar uma base em Cardiff com ligações a nove destinos, incluindo quatro com voos todo o ano, um dos quais é Faro.

Transavia voa este Natal e Ano Novo Lisboa-Funchal e Porto-Montpellier

04-12-2020 (14h40)

A companhia aérea Transavia, do Grupo Air France-KLM, anunciou que este Natal e Ano Novo vai operar 20 rotas em Portugal, incluindo um novo Lisboa-Funchal e um regresso às ligações Porto-Montepellier.

Ryanair encomenda mais 75 aviões Boeing 737 MAX

04-12-2020 (14h05)

A Ryanair encomendou à Boeing mais 75 aviões B737 MAX, aumentando a encomenda total para 210 aviões deste modelo, que recebeu luz verde das autoridades norte-americanas para voltar a voar quase dois anos depois da proibição devido a dois acidentes que mataram 346 pessoas em cinco meses.

Opinião e Análise