LATAM Airlines recorre à proteção de credores ao abrigo da lei das falências dos EUA

26-05-2020 (10h36)

Foto: LATAM
Foto: LATAM

A LATAM Airlines, maior companhia de aviação da América Latina, formada pela integração da brasileira TAM na chilena LAN, anunciou que recorreu à proteção de credores ao abrigo do capítulo 11 da lei de falências dos Estados Unidos, na sequência da queda de atividade devido à pandemia de covid-19.

O LATAM Airlines Group e suas subsidiárias no Chile, Peru, Colômbia, Equador e Estados Unidos iniciaram “uma reorganização e reestruturação voluntária de sua dívida sob a proteção do Capítulo 11 da lei dos Estados Unidos”, anunciou o grupo que frisa ter contado com “o apoio das famílias Cueto e Amaro”, que eram os principais accionistas da TAM e da LAN, respectivamente, bem como da Qatar Airways, que assumiu uma participação no grupo latino-americano em 2016 (para ler mais clique: Qatar Airways completa entrada no capital do grupo LATAM).

O comunicado explica que a decisão foi tomada em consequência “dos efeitos da COVID-19 no sector mundial de aviação” e garante que “esse processo de reorganização oferece à LATAM a oportunidade de trabalhar com os credores do grupo e outras partes interessadas para reduzir sua dívida, acessar novas fontes de financiamento e continuar operando, enquanto adapta seus negócios a essa nova realidade”.

O comunicado avança ainda que “o grupo LATAM Airlines e suas afiliadas continuarão a voar sem nenhum impacto nas operações de passageiros ou de cargas, reservas, vouchers ou pontos LATAM Pass”, o que aliás é confirmado pela divulgação nos sistemas de reservas do que será a operação internacional, incluindo Lisboa, da LATAM Brasil (antiga TAM) entre Junho e Outubro.

O grupo diz ainda no comunicado que “transformará seu negócio para manter uma posição de liderança na aviação latino-americana na era pós-COVID-19” e avança que “o grupo Cueto e a Qatar Airways se comprometeram com um financiamento adicional de $900 milhões de dólares”, sem especificar se reforçando a sua posição no capital, nem qual a reacção do seu mais recente accionista, a norte-americana Delta Air Lines (para ler mais clique: LATAM entra para a 'esfera' da Delta Air Lines, adversária da Oneworld).

“A LATAM entrou na pandemia de COVID-19 como um grupo de companhias aéreas saudável e lucrativo, mas circunstâncias excepcionais resultaram em um colapso na demanda global que não apenas levou a aviação a praticamente uma paralisação, mas também mudou o setor para o futuro próximo”, explica o seu CEO, Roberto Alvo, em declaração citada no comunicado do grupo.

O executivo diz na mesma declaração que o grupo avançou com “uma série de medidas difíceis para mitigar o impacto dessa disrupção sem precedentes no sector, mas, no fim das contas, esse caminho é a melhor opção para estabelecemos as bases certas para o futuro do nosso grupo de companhias aéreas”.

“Estamos olhando adiante, para um futuro pós-COVID-19, e focados em transformar nosso grupo para que ele se adapte a uma nova e evolutiva maneira de voar, com a saúde e a segurança de seus passageiros e funcionários em primeiro lugar”, realça ainda Roberto Alvo.

 

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