Maior aeroporto europeu perdeu 58,8 milhões de passageiros em 2020

11-01-2021 (15h56)

Foto: LHR Airports
Foto: LHR Airports

A pandemia de covid-19 custou a Londres Heathrow, maior aeroporto europeu, uma quebra de passageiros superior a 70%, significando um recuo de 58,8 milhões, de 80,95 milhões em 2019 para 22,10 milhões em 2020.

Os dados divulgados pela gestora da infra-estrutura, que se apresenta como o único hub no Reino Unido, mostram que a quebra mais forte foi no sector de rede mais celebrado de Heathrow, das ligações com a América do Norte.

Em 2020, Heathrow teve 3,86 milhões de passageiros de voos de/para a América do Norte, com uma quebra em 79,5% ou 14,97 milhões em relação a 2019, só inferior em valor absoluto à quebra nas ligações com países da União Europeia, que foi em 19,4 milhões, mas que em termos relativos foi um decréscimo de 70,7%, para 8,05 milhões.

Com quebra também acima de 70% esteve outro sector de rede preponderante para Heathrow, o dos voos para a Ásia e Pacífico, que tiveram um decréscimo de passageiros em 74,6% ou 8,56 milhões, para 2,91 milhões.

Com quebras inferiores ao decréscimo médio verificado em 2020, que foi de 72,7%, estiveram os voos domésticos, com -69,8%, para 1,46 milhões, os voos de/para países europeus não EU, com -68,7%, para 1,78 milhões, de/para países africanos, com -67,3%, para 1,14 milhões, de/para América Latina, com -68,8%, para 431,2 mil, e de/para Médio Oriente, com -68,2%, para 2,46 milhões.

No mês de Dezembro, em que o Reino Unido esteve em foco pela nova variante do vírus da covid-19, a quebra de passageiros em Heathrow ‘disparou’ quase dez pontos, para 82,9%, e superou mesmo os 90% nas linhas da América do Norte, que tiveram uma quebra de passageiros em 92% ou 1,42 milhões, para 124,6 mil, ainda assim +52,6% que em Novembro.

Quebras superiores a 80% em Novembro ocorreram também nas ligações com países da União Europeia (-83,8%, para 346,3 mil), países europeus não EU (-82,9%, para 80,8 mil) e países da Ásia e Pacífico (-86,2%, para 131,3 mil).

A quebra menos drástica foi nos voos da América Latina, em 63,6%, para 42,6 mil, seguindo-se as ligações com África, com -65,3%, para 107,7 mil, e voos domésticos, com -79,2%, para 82,5 mil.

 

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