Pandemia de covid-19 provoca prejuízo de 6.078 milhões até Setembro ao grupo Air France/KLM

30-10-2020 (12h07)

Foto: Air France
Foto: Air France

O grupo Air France KLM, terceiro maior da Europa, englobando além dessas duas companhias também a Transavia, informou hoje que nos nove meses de Janeiro a Setembro deste ano soma um prejuízo de 6.078 milhões de euros, com quebra das receitas em 58,8%, principalmente das receitas de tráfego regular, que caíram 59,7%.

A pandemia de covid-19 e o seu impacto na economia, bem como as restrições às viagens que os governos vão decretando de forma descoordenada, é a explicação do grupo para a evolução da sua actividade, que avança perspectivar para este último trimestre do ano apenas 45% da capacidade na KLM e 35% na Air France.

Pior, é que mesmo com esses ‘cortes’ o grupo antecipa quebras de ocupação, especialmente nas rotas de longo curso, o que significa que as quebras de procura excederão as reduções de capacidade, e yields (preço médio por quilómetro voado) em baixa, que explica pela continuada ausência dos passageiros de negócios, que são os que mais optam por tarifas mais elevadas.

Assim, acrescenta, o grupo Air France KLM “antecipa um desafiante” quatro trimestre deste ano, com um EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e provisões) “substancialmente mais baixo” que no terceiro trimestre.

O grupo informou que no terceiro trimestre, que é tradicionalmente época alta da aviação europeia, as suas companhias de rede (Air France e KLM) tiveram uma quebra de passageiros em 71,3%, para 6,78 milhões, com a quebra em RPK (passageiros x quilómetros voados) a atingir 80,7% e a provocar uma quebra da taxa média de ocupação em 46,9 pontos, para 42,8%.

Para a Transavia, o grupo indicou uma queda do número de passageiros em 63,3%, para 2,014 milhões, uma descida da taxa de ocupação dos voos em 28,7 pontos, para 64,4%, a par de uma quebra da receita unitária (por lugar voado um quilómetro) em 30,2%, registando assim uma quebra das receitas de passagens em 60,6%, para 262 milhões de euros.

A informação avançada hoje indica que a perspectiva do grupo para o fim deste ano é ficar com um nível de actividade inferior a metade de 2019, mas também indica ter ainda ao dispor 12,4 mil milhões de euros de liquidez.

 

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