Pandemia de covid-19 ‘tira’ 1.200 milhões de euros de receitas ao grupo Lufthansa no 1º trimestre

03-06-2020 (09h23)

Foto: Lufthansa
Foto: Lufthansa

O grupo Lufthansa, nº 1 europeu da aviação comercial, comunicou hoje uma quebra de receitas no primeiro trimestre que atinge 1.200 milhões de euros pelo “drástico decréscimo do tráfico aéreo” devido à pandemia de covid-19.

A informação divulgada pelo grupo que inclui a Lufthansa German Airlines, a Swiss, a Austrian, a Eurowings e a Brussels, indica que teve uma queda do tráfego de passageiros medido em RPK (passageiros x quilómetros voados) em 24%, com um decréscimo do número de passageiros embarcados em 26,1%.

Os seus dados indicam que o volume de negócios do trimestre ficou em 6.441 milhões de euros, em quebra de 18%, com o decréscimo de proveitos do tráfego regular a atingir 22%, ficando em 4.539 milhões.

O grupo reconhece na informação sobre o trimestre, que já por si é um período de fraca rentabilidade ou mesmo de prejuízo, que não conseguiu uma redução proporcional dos custos operacionais do trimestre, que baixaram apenas 6%, para 8.162 milhões de euros, levando a que o resultado operacional (EBIT, do inglês para resultados antes de juros e impostos) tenha sido uma perda de 1.622 milhões de euros, que compara com uma perda de 342 milhões no primeiro trimestre de 2019.

O grupo revelou na mesma informação que nos primeiros três meses deste ano fez menos 55,4 mil voos (-21%, para 207.207) que há um ano, representando uma redução da capacidade medida em ASK (do inglês para lugares x quilómetros voados) em 19%, mas a quebra da procura ainda foi mais forte, atingindo os 24% em RPK, resultando numa descida da taxa de ocupação dos voos em 4,6 pontos, para 73,3%.

Essa quebra foi ampliada por um decréscimo do yield (receita por passageiro transportado um quilómetro), que baixou 2,3%, pelo que a receita unitária (por lugar voado um quilómetro e que é o yield ponderado pela taxa de ocupação) baixou 3,9%, enquanto o custo unitário, segundo indica o documento, subiu 12,6%.

A informação especifica que as companhias de rede do grupo (que funciona com base nos hubs de Frankfurt, Munique, Zurique e Viena) tiveram uma queda do tráfego em 24%, face a uma redução de capacidade em 19% e um decréscimo do número de voos em 20%, conduzindo a uma queda da taxa de ocupação em 5,1 pontos.

Dessa forma, acrescenta a informação, as receitas de tráfego das companhias de rede caíram 23%, para 3.606 milhões de euros, e a quebra das receitas totais foi de 22%, para 4.033 milhões.

 

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