Participação da Azul na TAP voltou a valorizar-se no 2º trimestre

09-08-2019 (14h50)

Foto: ANA Aeroportos
Foto: ANA Aeroportos

A companhia de aviação brasileira Azul, que tem o accionista de referência David Neeleman em comum com a TAP, contabilizou no segundo trimestre um ganho com a participação na TAP, revertendo assim a evolução do primeiro trimestre.

O balanço da Azul relativo ao segundo trimestre indica que a companhia registou um ganho de 1,9 milhões de reais (cerca de 430 mil euros ao câmbio de hoje) em “Resultados de transacções com partes relacionadas, líquidos” que atribui “principalmente ao aumento do valor justo da nossa participação na TAP”.

A companhia esclarece seguidamente que actualmente “detém directa e indirectamente 47,3% do valor económico da TAP, sendo 6,1% provenientes de um investimento directo, e 41,25% indirectamente a partir de um bond conversível [obrigação convertível] em acções da companhia aérea portuguesa”.

A Azul indicou assim uma reversão da evolução ocorrida no primeiro trimestre em que tivera uma perda de 52,9 milhões de reais (11,9 milhões de euros ao câmbio de hoje) em “resultados de transacções com partes relacionadas, líquidos” devida “principalmente à redução do valor justo da nossa participação na TAP” (para ler mais clique: Azul assinala redução do valor da sua participação na TAP).

Ainda assim, o balanço mostra que no conjunto do semestre a conta de “resultados de transacções com partes relacionadas, líquidos” permanece ‘no vermelho’, com uma perda de 51 milhões de reais (11,5 milhões de euros), que compara com um ganho de 192,1 milhões de reais (43,39 milhões de euros) no primeiro semestre de 2018.

O balanço da Azul relativo ao segundo trimestre de 2018 dizia compensou parcialmente as perdas com variações cambiais “pela valorização do título conversível da TAP e pelos depósitos em garantia e reserva de manutenção”.

A Azul dizia ainda que nesse trimestre tivera um ganho de 122,8 milhões de reais (27,7 milhões de euros) em “resultados de transacções com partes relacionadas, líquidos” “devido principalmente ao ganho relacionado ao aumento do valor justo do título da TAP, que é conversível em 41,25% do valor económico da companhia aérea portuguesa”.

Na mesma ocasião a Azul explicitara que fizera “um investimento de R$1,1 bilhão [cerca de 248 milhões de euros] em títulos conversíveis em 41,25% do valor da TAP”.

No balanço do segundo trimestre deste ano, a Azul indica que mantém 15 aeronaves subarrendadas à TAP.

 

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