Plano estratégico da TAP “não está comprometido, está reafirmado”, Antonoaldo Neves

19-07-2019 (12h25)

Foto: TAP
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O plano estratégico da TAP “não está comprometido, está reafirmado”, disse o presidente executivo da companhia, Antonoaldo Neves, remetendo para os accionistas a análise da satisfação com os seus resultados.

“Há elementos que estão sendo cumpridos e outros que não, sendo que cabe aos accionistas ver se no seu todo estão ou não satisfeitos”, disse o CEO da companhia, ontem na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas da Assembleia da República.

Antonoaldo Neves salientou que “está a chegar o tempo de repensar o plano estratégico para os próximos cinco anos”.

Referindo-se ao endividamento, o executivo considerou que está a ser "rigorosamente cumprido" nos objectivos de redução e que este ano a empresa pagou 60 milhões de euros em dívida, contando pagar no total do ano 120 milhões de euros e no próximo ano mais 120 milhões de euros.

Antonoaldo Neves salientou que a pontualidade está melhor, desde logo com uma medida recente do Governo de reajuste do espaço aéreo, e destacou também a melhoria do serviço da TAP, incluindo serviço a bordo e entretenimento.

“O serviço da TAP deixava muito a desejar, a gente não falava disso, mas a TAP na Star Alliance só era melhor do que a Air India”, frisou.

Antonoaldo Neves indicou que a satisfação dos clientes na TAP duplicou no ano passado, isto apesar dos atrasos, que justificou com as infraestruturas aeroportuárias.

Contudo, prosseguiu o executivo, ao contrário de há um ano, há hoje um consenso sobre a necessidade de melhorar a infraestrutura.

Sobre a operação de manutenção no Brasil, o CEO da TAP indicou que mantém a expectativa de atingir o ‘break even’ no lucro operacional este ano: “Acabei de ver o resultado e continuo com essa projeção, felizmente”.

Questionado sobre a Madeira, recusou comentar as informações sobre o lucro da rota para o arquipélago, referindo que se baseia em informações confidenciais divulgados pela comissão parlamentar de inquérito (CPI) à política de gestão da TAP, no parlamento regional.

“Não vou comentar a lucratividade de uma rota, deveria ter sido discutida no âmbito da CPI com o rigor e sigilo deve ser observado nesses casos”, afirmou, referindo que tem a “lamentar” a divulgação dos dados.

O Estado português é dono de 50% da TAP, o consórcio privado Atlantic Gateway (de Humberto Pedrosa e David Neeleman) tem 45% e os restantes 5% do capital estão nas mãos dos trabalhadores.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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