Prejuízo operacional de época baixa da easyJet agrava-se 350%

17-05-2019 (15h39)

Foto: easyJet
Foto: easyJet

A low cost easyJet, que em Portugal tem voos de/para Lisboa, Porto, Faro e Funchal, declarou hoje um prejuízo operacional para o semestre terminado a 31 de Março de 255 milhões de libras (292 milhões de euros ao câmbio de hoje), pior 355% que no período homólogo do exercício anterior, enfatizando, no entanto, que foi sem surpresa que registou essa perda.

A easyJet teve um desempenho “em linha com as suas expectativas”, diz uma declaração do seu CEO, Johan Lundgren, publicada juntamente com o balanço do semestre, na qual, no entanto, admite que a companhia enfrentou condições de mercado mais duras.

O balanço mostra que embora tenha aumentado a sua capacidade em 14,2% em ASK (lugares x quilómetros voados) e em 14,5% em número de lugares disponíveis nos seus voos, significando um aumento de 5,8 milhões, para 46,2 milhões, o aumento das suas receitas foi de 7,3%, para 2.343 milhões de libras (2,68 mil milhões de euros), e porque as chamadas receitas complementares (ancillaries) subiram 14,3%, para 519 milhões (594,2 milhões de euros), porque as receitas de passagens tiveram um aumento de ‘apenas’ 5,5%, para 1.824 milhões (2,08 mil milhões de euros).

A informação da easyJet evidencia que do lado da receita a companhia teve no semestre uma queda da receitas unitária (por lugar voado um quilómetro) em 6% (com -6,3% em receita por lugar disponível), que se deve a queda da taxa de ocupação dos voos (menos um ponto em percentagem de lugares vendidos, para 90,1%) e, adicionalmente, queda em 5,3% da receita média por passageiro, para 56,26 libras (64,4 euros).

Este quadro é justificado pela easyJet com vários factores, entre os quais no exercício anterior ter beneficiado da falência da Monarch e dos cancelamentos da Ryanair, impacto da alteração de normas contabilísticas, efeito de calendário da Páscoa mais tarde este ano (no segundo trimestre] que em 2018 (no primeiro trimestre).

Mas o agravamento do prejuízo também tem explicações do lado dos custos, desde logo pelo agravamento do custo do combustível, em 30,6%, mas também dos encargos com aeroportos e handling, que subiram 15,3%, tripulações, que aumentaram 19,8%, levando a que o EBITDAR (resultado antes de juros, impostos, amortizações, provisões e rendas de leasing) passasse de um lucro de 120 milhões de libras (137,4 milhões de euros) em 2018 para um prejuízo de 16 milhões este ano (18,3 milhões de euros).

 

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