Quebra de passageiros nos aeroportos portugueses atenuou-se para 66,3% em Agosto

23-09-2020 (14h20)

Os aeroportos portugueses tiveram em Agosto, pela primeira vez desde Março, uma quebra de passageiro inferior a 70%, com uma única excepção, do Aeroporto de Lisboa, que teve um decréscimo em 72%.

Dados dos Aeroportos portugueses a que o PressTUR teve acesso mostram que Agosto se manteve um mês de grande actividade nos aeroportos portugueses, apesar da pandemia, com mais de dois milhões de passageiros pela primeira vez desde Fevereiro, ao somar 2,13 milhões.

Mas é habitual Agosto ser o melhor mês nos aeroportos portugueses, o que é novidade é continuar a sê-lo em tempos de pandemia e, principalmente, a atenuação da quebra face ao mês homólogo de 2019, com o decréscimo a ficar em 66,3%, depois de -79,8% em Julho, -94,8% em Junho, -98,6% em Maio e -99,4% em Abril.

Os dados da ANA/Vinci a que o PressTUR teve acesso indicam também que Lisboa manteve-se o maior aeroporto português em Agosto, com 876,9 mil passageiros, apesar de ter sofrido a maior quebra relativa, em 72%, que não será alheia ao facto de a região de Lisboa e Vale do Tejo se ter tornado nesse mês ‘o epicentro’ da pandemia em Portugal.

Seguiram-se, em número de passageiros, o Porto, com 582,3 mil passageiros, Faro, com 410,5 mil, Funchal, com 114,7 mil, e Ponta Delgada, com 105,4 mil.

Neste grupo de maiores aeroportos portugueses em Agosto, depois de Lisboa a maior quebra relativa de passageiros ocorreu em Faro, com -65,6%, e, seguidamente, no Funchal, com -64%, Ponta Delgada, com -59,5%, e Porto, com -56,9%.

Em valor absoluto, em que a queda de passageiros nos aeroportos portugueses atingiu 4,2 milhões, mais de metade (53,6%) da qual no Aeroporto de Lisboa, que teve menos 2,25 milhões de passageiros que em Agosto de 2019.

Faro, penalizado pela decisão britânica de excluir Portugal Continental da sua lista de ‘países seguros’, teve a segunda maior quebra, com menos 781,8 mil passageiros que há um ano, e seguiu-se o Porto, com menos 767,4 mil.

Os aeroportos do Funchal e de Ponta Delgada, por sua vez, tiveram quebras de 203,6 mil e 154,6 mil passageiros, respectivamente.

A informação a que o PressTUR teve acesso mostra que este Agosto os aeroportos portugueses tiveram quase metade dos voos do ‘pico’ da época estival de 2019, com 22,5 mil movimentos (aterragens e descolagens), -48,2% ou menos 20,9 mil que há um ano, embora este indicador seja pouco fiável, pois omite a capacidade e menos voos poderão não ser menos lugares.

A quebra mais forte foi em Lisboa, com -56,5% ou menos 11,6 mil, seguindo-se o Porto, com -44,2% ou menos 4,1 mil, Funchal, com -43,3% ou menos 9659, Faro, com -42,1% ou menos 3,1 mil, e Ponta Delgada, com -31,6% ou menos 779.

 

Clique para mais notícias: Aeroportos portugueses

Clique para mais notícias: Aviação

Clique para mais notícias: Portugal

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

Estudo da Oliver Wyman prevê falta de pilotos na Europa em 2022

03-08-2021 (15h17)

De acordo com um estudo da consultora Oliver Wyman, a Europa vai ter falta de pilotos em 2022, mais precisamente menos 790 pilotos do que aqueles que serão necessários.

Iberia ultrapassou British Airways e foi a companhia do IAG líder em tráfego de passageiros

02-08-2021 (16h36)

A Iberia foi a companhia do IAG que mais tráfego de passageiros transportou no segundo trimestre, superando a British Airways, tradicionalmente a líder, nomeadamente pela liderança no transporte entre a Europa e a América do Norte.

IAG prevê ter este trimestre 45% da capacidade de transporte de passageiros de 2019

02-08-2021 (16h31)

O IAG, grupo que integra a British Airways, a Iberia, a Vueling, a Aer Lingus e a Level, anunciou que prevê aumentar a sua capacidade de transporte de passageiros dos 21,9% do período homólogo de 2019 no segundo trimestre para “cerca de 45%” este trimestre, época alta no Hemisfério Norte.

LATAM Airlines considera combustíveis alternativos

02-08-2021 (16h16)

A LATAM Airlines, de acordo com o seu CEO, Roberto Alvo, está a considerar o recurso a combustíveis alternativos para cumprir o seu objectivo de atingir a neutralidade de carbono em 2050 e de em 2030 já ter uma redução de 50% nas suas emissões domésticas.

Governo cabo-verdiano acusa administração islandesa da TACV de irregularidades

02-08-2021 (14h01)

O Governo cabo-verdiano revelou que a administração islandesa da TACV, entretanto renacionalizada, ameaçou imobilizar em Portugal a aeronave com que pretendia retomar os voos internacionais e iniciou um processo disciplinar à vice-presidente nomeada pelo Estado.

Opinião e Análise