Quebra de tráfego aéreo de/para Portugal agravou-se no quarto trimestre de 2020 para 77%

15-01-2021 (15h51)

O quarto trimestre, que já por si é um período de época baixa da aviação no Hemisfério Norte, no ano passado até foi de agravamento da quebra induzida pela pandemia de covid-19, com o decréscimo der passageiros nos aeroportos portugueses geridos pela ANA/Vinci a situar-se 7,4 pontos acima da quebra média no ano.

Os dados divulgados pela multinacional francesa indicam que em 2020 os aeroportos sob sua gestão em Portugal até tiveram uma evolução ligeiramente melhor que a média de todas as suas operações no mundo, com uma quebra em 69,6%, enquanto a sua quebra média no ano foi de 70%.

Mas no quarto trimestre a situação já foi inversa, com a quebra em Portugal, sua maior operação no mundo, a ser ligeiramente superior à quebra média no mundo, que foi de 77%, enquanto nos aeroportos da ANA foi de 77%.

A informação da Vinci indica que o conjunto dos aeroportos sob sua gestão no mundo somou 76,58 milhões de passageiros no ano de 2020, com uma quebra em 70% ou 178,3 milhões em relação a 2019.

Portugal foi a origem de 23,1% dessa quebra, com um decréscimo de 41,1 milhões de passageiros (-69,6%, para 17,9 milhões), seguido pelo Reino Unido, seu terceiro maior mercado, que foi responsável por 22,9% da quebra total, com menos 40,9 milhões (-77,5%, para 11,9 milhões), e pelo Japão, seu segundo maior mercado, com quebra de 35,9 milhões de passageiros (-69,4%, para 15,8 milhões), que representou 20,1% da quebra total no ano.

Os dados da Vinci demonstram que em 2020 Portugal até reforçou ligeiramente a sua posição de maior mercado da Vinci Airports, ao representar 23,5% do total de passageiros da multinacional francesa, +0,28 pontos que em 2019, ganhos principalmente ao mercado do Reino Unido, cuja quota do total de passageiros baixou 5,17 pontos, para 15,6%.

Para essa evolução em alta do conjunto dos aeroportos europeus contou essencialmente o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, que passou de 5,1% do total de passageiros em 2019 para 5,8% em 2020.

Além do Porto, também contribuíram para o reforço do ‘peso’ dos aeroportos portugueses em número de passageiros no conjunto da Vinci os aeroportos da Madeira, que subiram de 1,3% para 1,5%, e dos Açores, que passaram de 1% para 1,2%.

Já Lisboa e Faro viram o seu ‘peso’ reduzir-se, no Humberto Delgado de 12,2% para 12,1% e no Algarve de 3,5% para 2,9%.

 

Clique para mais notícias: Aeroportos portugueses

Clique para mais notícias: Vinci

Clique para mais notícias: Aviação

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

Travelport anuncia nova plataforma que irá “reinventar o retalho de viagens”

25-02-2021 (17h27)

A Travelport, empresa a que pertence o Galileo, sistema global de reservas (GDS) mais utilizado pelas agências de viagens portuguesas, está a investir na “reconstrução completa” da sua plataforma para apresentar um novo marketplace quer irá “reinventar o retalho de viagens”.

França faz pleno da liderança de passageiros nos três maiores aeroportos portugueses

25-02-2021 (17h07)

França foi a primeira origem/destino de passageiros dos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro no primeiro mês deste ano, destronando o Reino Unido no Algarve, onde os voos de/para as ilhas britânicas tiveram uma quebra em 96%, que é a maior de todos os aeroportos em Janeiro.

Manifesto Europeu de Turismo divulga recomendações para planear retoma das viagens a tempo do Verão

25-02-2021 (15h15)

O Manifesto Europeu de Turismo, que reúne mais de 60 organizações de turismo europeias, públicas e privadas, defende a criação de um grupo de trabalho liderado pela Comissão Europeia para preparar a retoma das viagens a tempo do Verão.

Travelport revela nova imagem em antecipação de “um ano de avanços significativos”

25-02-2021 (14h12)

A multinacional tecnológica Travelport, da qual faz parte o GDS Galileo, líder entre as agências de viagens portuguesas, revelou a sua nova imagem, que segundo Greg Webb, CEO, reflecte a nova identidade da empresa e a sua "visão para o futuro".

ECTAA quer acção das instituições europeias para travar atrasos nos reembolsos de viagens

23-02-2021 (18h24)

A ECTAA, organização que junta as associações de agências de viagens e operadores turísticos da Europa, quer que as instituições europeias actuem no sentido de obrigar as companhias de aviação a reembolsarem pelos voos não realizados pelos impactos da pandemia de covid-19.

Opinião e Análise