Ryanair anuncia “reduções significativas” nas suas bases em Portugal

15-10-2020 (13h08)

Foto: Ryanair
Foto: Ryanair

A Ryanair reduziu a sua capacidade este Inverno IATA (Novembro a Março) para 40% da operação de há um ano, uma medida que abrange vários países, incluindo Portugal, onde prevê “reduções significativas” do número de aviões nas suas bases.

Em comunicado, a low cost sublinha que a redução da capacidade é um agravamento face à previsão anterior, quando indicava que iria operar 60% da capacidade do Inverno passado (Novembro de 2019 a Março de 2020).

A companhia aérea vai encerrar as bases de Cork, Shannon e Toulouse, e fará “reduções significativas no número de aeronaves em bases na Bélgica, Alemanha, Espanha, Portugal e Viena”.

A Ryanair sublinha que prevê operar os seus voos com uma ocupação de 70% e espera manter 65% das suas rotas de Inverno, “embora com frequências reduzidas”.

“Em virtude do aumento das restrições de voos impostas pelos governos da UE, as viagens aéreas de/para grande parte da Europa Central, Reino Unido, Irlanda, Áustria, Bélgica e Portugal foram drasticamente afectadas”, diz a Ryanair na nota de imprensa, acrescentando que “o aumento das restrições provocou uma diminuição ligeira das reservas em Outubro e de forma mais acentuada em Novembro e Dezembro”.

Citado no comunicado, o CEO do Grupo Ryanair, Michael O'Leary, salienta que, “uma vez que a situação da covid permanece instável e difícil de prevêr, temos de reduzir a nossa previsão anual de tráfego para 38 milhões de passageiros”.

Michael O’Leary acusa os governos dos países da UE de “má gestão das viagens aéreas”, provocando reduções de voos que “inevitavelmente” vão levar a “mais licenças sem vencimento e repartição de empregos neste Inverno nas bases em que acordamos reduções nas horas de trabalho e salários”.

“Infelizmente haverá mais demissões nas poucas bases (...) onde não conseguimos um acordo sobre redução de trabalho e de salários, que são a única alternativa”, disse, sem especificar quais.

O CEO da Ryanair instou ainda os governos dos países da UE “a adoptarem imediatamente e na íntegra, o sistema Traffic Light da Comissão Europeia que permite viagens aéreas seguras entre os estados da UE e por regiões (sem restrições de viagens defeituosas) para aqueles países e regiões da Europa que são capazes de demonstrar que as suas taxas de casos Covid são inferiores a 50 por 100.000 habitantes”.

Ver também:

Ryanair operou a 53% em Setembro e transportou menos nove milhões de passageiros

 

Clique para ver mais: Ryanair

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