Ryanair passa a cobrar até dez euros por uma mala até 10kg “para reduzir atrasos”

24-08-2018 (12h38)

Foto: Ryanair
Foto: Ryanair

A Ryanair, que destaca regularmente a pontualidade dos seus voos, alterou pela segunda vez este ano a sua política de bagagem “para reduzir atrasos”, cobrando até dez euros pelo transporte de uma mala até 10kg.

A companhia aérea informa no seu site que operou no ano passado mais de 600 mil voos, 88% dos quais chegaram ao seu destino a horas (ou seja, até 15 minutos depois da hora prevista, que é o critério adoptado pela indústria da avição para analisar a pontualidade).

Este ano, a low cost concretizou dentro horário 87% dos seus voos em Janeiro, 86% em Fevereiro, 84% em Março e 82% em Abril.

Nos três meses de Abril a Junho, a Ryanair indica que teve 75% dos voos a chegar a tempo ao destino, o que compara 89% no período homólogo do ano passado. Contudo, a Ryanair afirmou que a quebra se deve às greves dos controladores de tráfego aéreo em França e à falta de staff no controlo do tráfego aéreo, sobretudo no Reino Unido, Alemanha e Grécia.

Ao implementar a nova política de bagagem, Kenny Jacobs, responsável pelo marketing da Ryanair, afirma em comunicado que a low cost pretende “acelerar o embarque e reduzir os atrasos dos voos”.

Antes da nova política de bagagem, que entra em vigor a 1 de Novembro, os clientes da Ryanair podiam transportar gratuitamente duas malas na cabina, uma pequena e uma maior, esta última etiquetada na porta de embarque para ser transportado no porão.

Assim, a Ryanair etiquetava gratuitamente até 120 malas na porta de embarque, o que causava atrasos até 25 minutos, de acordo com a companhia aérea.

A partir de 1 de Novembro, a companhia aérea deixa de permitir bagagens gratuitas na porta de embarque, estando incluído na tarifa ‘básica’ apenas o transporte de uma mala pequena na cabina.

A dimensão máxima permitida para a mala pequena, porém, aumentou de 35 x 20 x 20cm para 40 x 20 x 25cm.

Os clientes que pretendam transportar uma mala pequena e uma maior a bordo terão de adquirir embarque prioritário, que tem um custo de 6 euros no acto da reserva ou 8 euros após a reserva.

Outra opção é reservar o transporte da mala maior no porão, por 8 euros no acto da reserva ou 10 euros após a reserva.

A Ryanair prevê que 40% dos seus clientes serão afectados pela medida, uma vez que, actualmente, 30% dos seus passageiros compram embarque prioritário e outros 30% viajam só com uma mala “pequena” na cabina.

A última vez que a Ryanair alterou a sua política bagagem foi no início deste ano, a 15 de Janeiro, definindo que apenas os passageiros com embarque prioritário teriam a possibilidade de transportar duas peças de bagagem de mão na cabina, enquanto os restantes teriam que colocar a segunda mala, a maior, gratuitamente no porão durante o embarque (clique para ler: Nova política de bagagens da Ryanair já está em vigor).

 

Clique para ver mais: Aviação

Clique para ver mais: Ryanair

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

Jet2.com programa 45 voos por semana de oito cidades britânicas para Faro em Agosto

14-07-2020 (16h42)

A low cost britânica Jet2.com, do Dart Group, de que fazem parte também o operador Jet2holidays tem programados 45 voos por semana de oito cidades britânicas para Faro, com preços desde 40 euros em Agosto, bem como outros oito para o Funchal, de sete origens no Reino Unido.

American Airlines programa retoma dos voos Filadélfia – Lisboa para 27 de Março

14-07-2020 (15h47)

A American Airlines, maior companhia de aviação do mundo que interrompeu os voos de/para Lisboa devido à pandemia de covid-19, tem programado retomar as ligações entre o seu hub de Filadélfia e a capital portuguesa no início do Verão IATA 2021.

Breeze Airways de David Neeleman adia início das operações para 2021

14-07-2020 (15h32)

A Breeze Airways, fundada por David Neeleman e que tinha previsto começar a voar em finais de 2020, adiou o início das operações para 2021.

Emirates prevê despedimento de 15% dos seus funcionários

13-07-2020 (16h52)

A Emirates, que já cortou 10% dos seus postos de trabalho, cerca de 6.000 funcionários, planeia despedir até 9.000 trabalhadores, que representam 15% do número de empregados antes da pandemia, afirmou o presidente da companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos (EAU).

Grécia reabre a voos do Reino Unido mas exige teste negativo à covid-19

13-07-2020 (13h48)

A Grécia vai reabrir os seus aeroportos a voos do Reino Unido a partir de quarta-feira, mas exigirá aos passageiros a apresentação de um teste negativo ao novo coronavírus realizado até três dias antes.

Opinião e Análise