SATA admite lay-off como “instrumento adequado” face às circunstâncias

02-04-2020 (13h29)

Foto: SATA Azores Airlines
Foto: SATA Azores Airlines

O Conselho de Administração do Grupo SATA considerou que o lay-off é um "instrumento adequado" face aos impactos que a pandemia da covid-19 está a provocar na transportadora, que tem um total de 1.400 trabalhadores.

De acordo com uma nota do gabinete de comunicação do grupo enviada à agência Lusa, um “instrumento considerado adequado às circunstâncias será a suspensão temporária do contrato de trabalho, a chamada lay-off”.

Assim, a empresa pretende “no decurso dos próximos dias”, através da equipa de gestão, em "trabalho concertado com os sindicatos e comissões de trabalhadores, e com os vários departamentos, "aproximar o melhor possível o modelo disponível às circunstâncias do momento".

Segundo a mesma nota, será tida em consideração “a especificidade da atividade”, “sem ignorar a necessidade de retoma da atividade operacional normal, logo que estejam garantidas as condições de saúde pública para que tal possa ocorrer”.

Os trabalhadores da SATA foram, entretanto, “incentivados, numa primeira fase”, a recorrer à antecipação voluntária de férias ou à solicitação de licenças sem vencimento, bem como a “outros atos simples de gestão, que promoveram a melhor adequação da estrutura à redução da sua atividade”.

Segundo o Grupo SATA, “neste momento, a organização encontra-se a preparar a sua estrutura para a implementação de outros instrumentos que o Governo da República e da Região colocaram à disposição das empresas”.

Na sequência da declaração do estado de contingência nos Açores, até ao final do mês de Abril, as transportadoras vão assegurar uma ligação diária inter-ilhas dos Açores e um voo diário cargueiro entre Lisboa e Ponta Delgada.

Estes voos destinam-se a assegurar o transporte de carga, bens de primeira necessidade e transporte de passageiros, “em caso de força maior”, sendo a operação “realizada em estreita cooperação com a Direção Regional da Saúde, por forma a salvaguardar o bem-estar de todos os envolvidos”.

O lay-off simplificado entrou em vigor na sexta-feira e é uma das medidas excecionais aprovadas para a manutenção dos postos de trabalho no âmbito da crise causada pela pandemia covid-19.

As empresas que aderirem podem suspender o contrato de trabalho ou reduzir o horário dos trabalhadores que, por sua vez, têm direito a receber dois terços da remuneração normal ilíquida, sendo 70% suportada pela Segurança Social e 30% pela empresa.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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