TAP espera operar já em Junho com 55% da capacidade pré-pandemia

24-03-2021 (14h19)

A TAP, que no primeiro trimestre teve no mercado apenas 17% dos lugares que tinha no período homólogo de 2019, tem perspectivas “mais optimistas” para o segundo trimestre, chegando a Junho com mais de metade da capacidade pré-pandemia, segundo uma informação do CEO, Ramiro Sequeira, a que o PressTUR teve acesso.

O executivo prevê que a capacidade medida em ASK (do inglês para lugares disponíveis x quilómetros voados) colocada no mercado pela TAP em Abril seja de 39% face à capacidade operada pela companhia em Abril de 2019, antes da pandemia de covid-19.

Em Maio, Ramiro Sequeira prevê que a TAP tenha no mercado 42% da capacidade que tinha no mês homólogo de 2019, chegando finalmente a Junho com 55% da capacidade que operou no último mês de Junho antes da pandemia de covid-19.

Na informação a que o PressTUR teve acesso, o CEO da TAP sublinha que a companhia aérea ajustou a sua oferta de capacidade a 10 de Março “em menos 10% face à operação publicada em Janeiro para o 1º trimestre deste ano, em virtude do impacto das restrições em mercados como Angola, Brasil e UK [Reino Unido]”.

A medida resultou “numa variação de menos 83% face ao 1º trimestre de 2019”.

“Para o 2º trimestre as projeções são um pouco mais otimistas, prevendo-se que a percentagem da capacidade ( ASK ) suspensa, face a igual período de 2019, venha a diminuir, gradualmente, com valores de: menos 61% em abril, menos 58% em maio e menos 45% para junho”, acrescentou Ramiro Sequeira.

A previsões do CEO da TAP têm por base a projeção da IATA “no curto prazo e no cenário moderado”, designadamente “no que respeita à procura agregada nos mercados onde a TAP opera (África, Europa, América do Norte e do Sul) para Junho de 2021”, a qual indica “recuperação de 63% do tráfego global e 55% do tráfego internacional, comprovando a retoma lenta estimada, particularmente no trafego internacional”.

Ramiro Sequeira destaca que “a IATA reviu, em baixa, as suas projeções de capacidade (ASK) em todos os cenários, particularmente no curto prazo. Menos 7pp para março, que se espera em linha com fevereiro e menos 1 pp de abril em diante”.

O executivo sublinha ainda que as “projeções contam com a evolução positiva da pandemia, expansão da vacinação e levantamento de algumas restrições à mobilidade das pessoas, como já se verificou com Angola e UK [Reino Unido]” e acrescenta que o “cenário pode-se alterar rapidamente em virtude da evolução das restrições e imposições à mobilidade das pessoas”.

 

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