TAP recupera vendas nas agências corporates brasileiras via tarifa média

04-12-2019 (16h56)

A TAP teve um aumento em 18,7% da tarifa média dos bilhetes vendidos através das agências corporate brasileiras no terceiro trimestre, o que lhe permitiu ter um aumento em 6,6% da receita deste segmento de mercado ainda que com mais uma queda do número de bilhetes vendidos.

Dados publicados pela ABRACORP, associação que reúne as maiores agências corporate brasileiras, com vendas que ascenderam a 2.993,8 milhões de reais (641,1 milhões de euros ao câmbio de hoje), incluindo 749,5 milhões de reais (160,5 milhões de euros) em bilhetes de voos internacionais, indicam que da TAP foram vendidos no 3º trimestre deste ano 7.037 bilhetes pelo montante de 32,7 milhões de reais (cerca de sete milhões de euros).

Estas vendas, de acordo com os mesmos dados, mostram uma quebra do número de bilhetes vendidos em 10,2% ou 802, mas ainda assim um aumento da vendas em 6,6% ou dois milhões de reais (434 mil euros) do montante de vendas, que indica uma subida da tarifa média em 18,7% ou cerca de 730 euros (cerca de 157 euros), atingindo o valor de 4.652,25 reais (cerca de 996 euros).

Fontes da aviação consultadas pelo PressTUR relacionaram essa subida da tarifa média com a “melhoria do produto TAP” propiciada pela modernização da frota, com os Airbus A330neo equipados com camas na executiva a substituírem os A330ceo, que não reclinavam completamente, e, sobretudo, os A340, que eram os aviões mais antigos na frota da companhia portuguesa.

Os dados da ABRACORP consultados pelo PressTUR mostram que apesar da subida de vendas no terceiro trimestre, no conjunto dos primeiros nove meses do ano a TAP continua com quebra de vendas, em 6,5% ou seis milhões de reais (cerca de 1,28 milhões de euros), porque para este período a subida da tarifa média ‘não cobre’ a quebra do número de bilhetes vendidos.

A informação da ABRACORP indica que no segundo trimestre as vendas TAP caíram 8,8% ou 2,8 milhões de reais (cerca de 610 mil euros) depois de no primeiro trimestre terem caído 18,1% ou 5,17 milhões de reais (1,1 milhões de reais).

Esses decréscimo devem-se a quebras do número de bilhetes vendidos, de 28% ou 2,6 mil no primeiro trimestre e de 10,2% ou 819 no segundo, que a subida da tarifa média, em 13,8% no primeiro trimestre e em 1,5% mo segundo, não chegou para compensar.

Os dados da ABRACORP indicam, assim, no terceiro trimestre foram vendidos 7.037 bilhetes TAP, depois de 7.248 no segundo e 6.751 no primeiro, que é época de férias no Brasil, em vendas, via tarifa média, as vendas foram de 23,4 milhões de reais (cerca de cinco milhões de euros) no primeiro trimestre, 29,5 milhões (6,3 milhões de euros) no segundo e 32,7 milhões no terceiro (cerca de sete milhões de euros) no terceiro.

Nos últimos anos o Brasil tem sido o maior mercado da TAP, para o que tem contado muito a sua posição no segmento das viagens empresariais, ainda que, segundo várias fontes, a TAP tenha maior penetração no mercado das viagens de lazer que a sua concorrência.

E, acrescentam, é este mercado que mais procura a TAP para viajar para a Europa, mesmo que tendo como destino outros países que não Portugal, porque o mercado das viagens empresariais tem menos tendência a usar voos com escalas, como é o que a TAP oferece a quem quer ir para outros países europeus.

 

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