Venda de passagens da TAP resistiu melhor nas rotas de África, América do Norte e Brasil

29-09-2020 (17h04)

A TAP teve no primeiro semestre, que inclui os três meses de impacto mais drástico da pandemia de covid-19 nas viagens e turismo, uma quebra das vendas de voos em 57,2% ou 729,67 milhões de euros, com as rotas de África, da América do Norte e do Brasil a serem as que melhor resistiram, ainda assim com quebras acima de 40%.

Os dados publicados ontem pela companhia indicam que a quebra mais forte do período foi nas vendas de voos do sector Atlântico Médio, que tem apenas as ligações com a Venezuela, as quais tiveram uma quebra em 70,2%.

A segunda quebra mais forte foi no sector Europa, que há um ano representou 41,5% das vendas de voos de passageiros, com um decréscimo em 63,9%, seguido pelo conjunto dos voos domésticos, no Continente e regiões autónomas, que no primeiro semestre de 2019 representaram 7,7% das vendas, o qual teve uma quebra das vendas em 56,9%.

As rotas cujas vendas melhor resistiram ao impacto da pandemia foram as de África, nas quais a quebra de vendas foi de 46,8%, seguindo os voos do Atlântico Norte (Estados Unidos e Canadá), com quebra de 51,3%, e, depois, os voos do Atlântico Sul (Brasil), com decréscimo em 53,6%.

O balanço do primeiro semestre publicado ontem pela TAP indica que em valor, porém, o maior ‘rombo’ foi nas vendas de voos intra-europeus, com um decréscimo de 338,6 milhões de euros, seguidos dos voos de/para o Brasil, com menos 181,09 milhões, dos voos de/para Estados Unidos e Canadá, com menos 81,35 milhões., dos voos de/para países africanos, com menos 64,2 milhões, e dos voos domésticos, com menos 56,07 milhões.

A informação mostra que no primeiro semestre deste ano as vendas de voos intra-europeus atingiram o montante de 190,95 milhões de euros, as vendas de voos de/para o Brasil ascenderam a 156,94 milhões, as vendas de voos de/para Estados Unidos e Canadá totalizaram 77,3 milhões, as vendas de/para países africanos totalizaram 72,97 milhões, e as vendas de voos domésticos, 42,56 milhões.

Desta forma, as rotas intra-europeias ‘valeram’ 35% das vendas de passagens, o Brasil ‘valeu’ 28,8%, os Estados Unidos e Canadá, 14,2%, África, 13,4%, e Portugal Continental e Regiões Autónomas, 7,8%.

A principal diferença relativamente ao primeiro semestre de 2019 foi a queda da quota de vendas de voos internacionais intra-europeus, que baixou 6,5 pontos, e as subidas de África, em 2,6 pontos, Brasil, em 2,3 pontos, e Estados Unidos e Canadá, em 1,7 pontos.

Para ler mais clique:

TAP reconhece 669,3 milhões de euros em bilhetes emitidos e não utilizados

Custos operacionais da TAP caíram menos que receitas no primeiro semestre

TAP mostra que reduziu mais a capacidade que os seus ‘pares’

 

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