Venda de voos TAP pelas agências de viagens portuguesas cresce 9,9% até Outubro - Paula Canada
As agências de viagens portuguesas aumentaram as vendas de voos TAP em 9,9% até ao fim de Outubro, revelou ao PressTUR a directora de Vendas e Marketing da companhia de aviação portuguesa, Paula Canada, que assim indica que a companhia ganhou quota no BSP Portugal.
As vendas em BSP (do inglês para Billing and Settlement Plan), sistema da IATA que regula as vendas de voos regulares pelas agências de viagens credenciadas, excluindo charters e parte das vendas de companhias low cost, estão com um crescimento global de cerca de 7% entre Janeiro e Outubro, tendo atingido, de acordo com dados a que o PressTUR teve acesso, o montante de 767,2 milhões de euros.
A comercialização de voos da TAP no BSP Portugal está,
assim, com um ritmo de crescimento 2,9 pontos percentuais acima do aumento
médio global das vendas de todas as companhias participantes, que são todas as
chamadas ‘tradicionais’, bem como, mais recentemente, as low cost como a
Ryanair e easyJet, as quais aderiram precisamente para tentarem crescer no
mercado corporate.
Paula Canada revelou ao PressTUR o aumento médio das vendas
de voos TAP no BSP Portugal até Outubro durante o 44º Congresso da APAVT, em
Ponta Delgada, nos Açores.
Anteriormente, Abílio Martins, Chief Marketing and Sales
Officer da companhia de aviação portuguesa, revelara à agência Lusa que as
vendas de voos da TAP em BSP estavam com aumentos de 20% em voos domésticos e
6,9% em voos internacionais, os quais, de acordo com os dados a que o PressTUR
teve acesso representam aproximadamente 90% das vendas da companhia pelas
agências de viagens portuguesas.
No caso dos voos domésticos, a ponte aérea Lisboa – Porto é
a rota que mais impulsiona o aumento das vendas de voos TAP pelas agências de
viagens portuguesas, especificou a executiva.
Na venda de voos para o exterior, por sua vez, “há muitos
destinos internacionais que estão a crescer muito, nomeadamente destinos
europeus” e Estados Unidos, ao contrário de Angola, que “está a cair, por
vicissitudes várias, ligadas a questões de transferências de dinheiro, etc”.
O Brasil, por sua vez, “está a passar um momento difícil,
mas estamos convictos que no início do ano vai retomar”, acrescentou Paula
Canada, que considerou que as eleições presidenciais e o Campeonato Mundial de
Futebol fizeram “o Brasil estancar um bocadinho, mas está a começar a notar-se
já uns sinais de recuperação”.
“Estamos também a incentivar a venda na Europa para o
destino Brasil, mas não consegue compensar o abrandamento do mercado
brasileiro”, que é “um mercado muito importante para nós, que representa 25% da
nossa receita”, concluiu a executiva.
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