Costa Cruzeiros vai quase septuplicar a capacidade disponível para o mercado português

13-12-2019 (14h50)

Henrique Mateus, senior sales manager da Costa Cruzeiros para Portugal
Henrique Mateus, senior sales manager da Costa Cruzeiros para Portugal

A Costa Cruzeiros, que "normalmente" disponibilizava para o mercado português 30 camarotes por semana nos itinerários que começavam e acabavam em Lisboa, vai quase septuplicar a capacidade, passando já no próximo ano a ter 200 camarotes, revelou Henrique Mateus, senior sales manager da companhia do grupo Carnival.

A Costa Cruzeiros passou a gerir directamente a sua actividade no mercado português a 1 de Dezembro, deixando de ser representada pela Line C, o que permitiu investir mais, explicou Henrique Mateus em declarações à imprensa numa apresentação para agentes de viagens esta quinta-feira em Lisboa.

Quando “um mercado já representa um número de passageiros considerável”, as empresas “terminam o contrato com o GSA e assumem esse mercado” para “investir mais, tornar o mercado muito mais apelativo, estar mais presente nos clientes”, frisou o executivo.

“O ano de 2019 teve um crescimento na ordem dos dois dígitos”, cerca de “12%, por aí” disse Henrique Mateus, indicando que em Portugal a Costa Cruzeiros alcança anualmente “à volta de dez mil passageiros”.

Os dados não são definitivos, “ainda estamos a apurar números, mas houve crescimento de passageiros portugueses nos itinerários habituais: Mediterrâneo, Norte da Europa e, uma novidade, Singapura”, pormenorizou o executivo.

Singapura “tornou-se o terceiro destino mais vendido entre os portugueses” que viajam na Costa Cruzeiros. Para 2020, a companhia já está a registar “muita procura para esse destino do oriente, um destino exótico”, acrescentou Henrique Mateus.

O mercado continua “a crescer a dois dígitos”, embora os números ainda sejam “pequenos para a exigência da empresa”. Com a gestão directa do mercado português, “as exigências serão muito maiores porque o investimento vai ser maior, vamos ter muita visibilidade”, assegurou.

Um dos aspectos que revela o aumento do nível de exigência é o número de camarotes disponíveis nos cruzeiros com início e fim em Lisboa. “Normalmente a Costa disponibilizava 30 camarotes, agora falamos de 200 camarotes, são 400 pessoas por semana”, sublinhou Henrique Mateus, destacando que é a companhia de cruzeiros com “mais embarques Lisboa-Lisboa”, num total de sete em 2020.

“Vamos dar mais produto às agências, mais possibilidades de viagem. Este itinerário [Lisboa-Lisboa] começa em meados de Setembro e termina em Novembro, como sempre”, mas com um navio mais recente que na programação deste ano, que será o Costa Fascinosa.

O itinerário será de dez noites com partida de Lisboa, escalas em Espanha, França, Itália e regresso à capital portuguesa.

Uma das apostas da Costa “é tentar cada vez mais promover o produto tudo incluído, com excursões, bebidas, taxas de serviço”, para que o cliente viaje “sem surpresas”.

“O cliente quer ir e quer saber quanto vai pagar”, e prova disso é que “a grande maioria dos nossos clientes viaja com o pacote super tudo incluído”, frisou Henrique Mateus.

A Costa Cruzeiros, que “há cinco anos que não tinha um navio novo”, está a inaugurar novos navios, a começar pelo Costa Smeralda, que inicia os seus itinerários a 23 de Dezembro, acrescentou o executivo.

O novo navio, movido a GNL (Gás Natural Liquefeito), tem 2.612 camarotes, 11 restaurantes, 19 bares e várias opções de entretenimento, desde piscinas interiores a centros de actividades para crianças, passando por espectáculos ao vivo e festas temáticas.

Ver também:

Costa Cruzeiros passa a gerir directamente o mercado português

 

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