Maior navio de cruzeiros do mundo é gerido por um português

02-04-2018 (19h04)

O director de hotel de um navio de cruzeiros é responsável por praticamente tudo o que não é conduzir o navio, e no caso do maior do mundo, o Symphony of the Seas, essa responsabilidade é do português Fernando Jorge.

“Tudo o que não é conduzir o navio ou estar na sala das máquinas, é [responsabilidade] do director de hotel”, disse Fernando Jorge ao explicar as suas funções em conversa com jornalistas durante a viagem de apresentação do novo navio da Royal Caribbean à imprensa, que se realizou entre 27 e 29 de Março, de Málaga a Barcelona.

Reportam a Fernando Jorge 11 directores, das áreas de comida e bebida, limpeza, piscinas, informática, inventário e logística, serviço ao cliente, financeiro e entretenimento.

Ao todo são 2.759 camarotes que podem receber até 5.518 hóspedes em ocupação dupla ou até 6.680 hóspedes em ocupação máxima. Conseguir criar todas as condições para que os hóspedes tenham a experiência proposta pela companhia “é difícil”, assume Fernando Jorge.

“Temos sete dias de cruzeiro. As pessoas saem entre as 7h e as 9h e às 10h30 temos mais 6.500 pessoas a entrar no navio. Ter processos e assegurar que os empregados seguem esses processos e mantermos o nível de treino necessário é complicado. Mas consegue-se. Temos a operação a funcionar 24h por dia”, explicou.

Estar no mar também compreende outros problemas: “se houver alguma situação que é normal em hotéis, como alguma inundação ou alguma coisa desse género, é completamente diferente lidar com isso dentro de um navio. Num hotel em terra consegue-se recorrer a serviços externos e aqui não se consegue. Temos os nossos próprios recursos. [Em terra] na pior hipótese pode enviar-se a pessoa para outro hotel. Aqui não temos essa possibilidade”.

A tecnologia, porém, facilita a gestão “a todos os níveis”. A nível de segurança e de combate a incêndios, por exemplo, “a tecnologia é muito avançada”, salienta Fernando Jorge. “Podemos saber a temperatura de qualquer sala do navio em tempo real”.

A inovação tecnológica também está ao serviço da experiência dos hóspedes, acrescentou o director, revelando que a companhia está a desenvolver uma nova app em que os clientes podem fazer o check-in antes da data de partida e assim acelerar o processo de entrada no navio, além de poderem reservar espectáculos, actividades, refeições e excursões.

Há cerca de 15 anos na Royal Caribbean, Fernando Jorge já visitou 68 países. Exerce as funções de director de hotel há cinco anos, tendo passado pelos navios Vision of the Seas, Radiance of the Seas, Serenade of the Seas e Harmony of the Seas.

Sobre o novo navio, Fernando Jorge salienta que “proporciona experiências diversas às pessoas”, têm onde descansar e têm onde fazer a festa, “há para todos os gostos e para todas as idades”.

Ter muita oferta de actividades a bordo é um factor importante na construção do navio, destaca o director, para sublinhar que, como causa ou efeito dessa oferta, raramente ficam menos de mil passageiros a bordo durante as escalas, mesmo nos portos mais procurados.

Sobre a gastronomia, Fernando Jorge também destaca a diversidade, mas lamenta que ainda não exista um restaurante de comida portuguesa.

É comum haver hóspedes portugueses a bordo e para eles é sempre um orgulho encontrar um português a trabalhar no navio, conta ainda Fernando Jorge, revelando que a 7 de Abril, na viagem inaugural do Symphony of the Seas, vão estar cerca de 130 passageiros portugueses.

 

O PressTUR visitou o Symphony of the Seas a convite da Melair, representante da Royal Caribbean em Portugal

 

Ver também:

Symphony of the Seas “é uma experiência de férias” – Francisco Teixeira

50 agentes de viagens portugueses vão visitar o Symphony of the Seas

Negócio dos cruzeiros em Portugal pode chegar aos 120 milhões de euros em sete anos – Francisco Teixeira

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Comentários
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  • Ricardina santo

    Adorei podes mim arranja trabalho como camareira

    08-04-2018 (14h08)


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