Estudo indica que 73% dos consumidores considera o bem-estar um elemento essencial de uma marca

23-10-2020 (17h51)

Foto: Unsplash / Simon Rae
Foto: Unsplash / Simon Rae

Um estudo da empresa de marketing e relações públicas Ogilvy, que tem em conta sete sectores, entre os quais os da aviação e hotelaria, indica que o bem-estar do cliente é considerado, pelos consumidores, um elemento essencial de uma marca.

Este estudo, que aborda a diferença entre as expectativas dos clientes em relação ao bem-estar (wellness) e o que as marcas dos sectores da hotelaria, aviação, bancário, de alimentação, snacks, e produtos de pele oferecem, contou com 7.000 participantes de 14 países em quatro continentes. O inquérito foi efectuado em Abril de 2020.

De acordo com este estudo da Ogilvy, citado na imprensa internacional, todas as marcas têm potencial de crescimento nesta área, que não se limita ao sector do Spa e de marcas de wellness, com 73% dos consumidores inquiridos a considerar que todas as marcas precisam de integrar o bem-estar como parte central da sua estratégia.

Uma percentagem de 77% dos inquiridos classificou o bem-estar como "muito" ou "extremamente importante", no entanto 75% acredita que as marcas podiam fazer mais pelos consumidores nesse campo, e apenas 46% considera que as marcas elegem o bem-estar dos seus clientes como uma prioridade.

Mesmo no que diz respeito a empresas de produtos de pele, apenas 53% dos inquiridos considera que o sector está a fazer tudo o que devia pelo seu bem-estar, esta percentagem baixa para 41% no sector da alimentação.

Indepententemente do produto a adquirir, 67% dos inquiridos afirma que devia haver mais opções de bem-estar no mercado, e 52% espera que os sectores da aviação, automóvel e bancário ofereçam essas opções. Uma percentagem de 59% acredita que compensa pagar mais por essas possibilidades.

Este estudo também indica que a noção de bem-estar vai além das componentes física e psicológica, abrangendo as vertentes social e de propósito. Uma percentagem de 71% dos inquiridos afirma que as marcas de bem-estar devem fazer uma diferença positiva, 60% acredita que as marcas devem dar aos seus clientes um sentimento de propósito, e 53% quer quer as marcas os façam sentir conectados.

Há ainda o aspecto da credibilidade, com apenas 41% dos inquiridos a considerar que as empresas que promovem produtos de bem-estar são credíveis, e 53% dos consumidores tem dificuldade em diferenciar entre promessas de bem-estar reais e falsas.

A Ogilvy afirma que os consumidores querem experiências realistas, ingredientes que consigam compreender, benefícios credíveis, e sobretudo que as empresas cumpram com as suas promessas.

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