AHP diz que 2020 é “um ano perdido” para a hotelaria, apesar de “alguns balões de oxigénio”

04-06-2020 (14h34)

As expectativas da hotelaria portuguesa para o segundo semestre deste ano “não são tão negativas como se admitia”, mas “não temos dúvida que para a hotelaria vai ser substancialmente um ano perdido”, afirmou hoje a CEO da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Cristina Siza Vieira.

“Só para 2021 é que podemos efectivamente ver já uma retoma mais séria”, frisou a dirigente numa conferência de imprensa online para apresentar os resultados de um inquérito aos hoteleiros.

Este ano “perdido”, porém, “não significa que não haja reservas e que não haja movimento durante este Verão, mas não nos iludamos: não vamos ter ainda neste Verão nada que permita pensar em retoma efectiva”, sublinhou Cristina Siza Vieira.

“Há efectivamente uns balões de oxigénio, felizmente para o nosso país, neste segundo semestre”, continuou a executiva, acrescentando que poderão ser complementados com alguma retoma do “turismo de negócios” no último trimestre.

As estimativas avançadas hoje pela CEO da AHP apontam para quebras de receitas na hotelaria este ano entre 70% e 80%, ou de 3,2 mil milhões a 3,6 mil milhões de euros.

As previsões referem-se às receitas totais por quarto disponível (TRevPAR) e foram feitas com base nos dados do INE e do Banco de Portugal e de acordo com as perspectivas dos hoteleiros inquiridos pela Associação entre 15 e 29 de Maio.

Os resultados do inquérito apresentados hoje revelam “uma previsão gigantesca de perda de receita da hotelaria portuguesa no ano de 2020”, sublinhou Cristina Siza Vieira, detalhando que “a estimativa que se faz é que a perda de receita oscile entre os 60% e os 89% no total do ano”.

Os dados mostram que 38% dos inquiridos prevê uma quebra das receitas este ano entre 60% e 69%, 15% prevê que a quebra será entre 70% e 79% e 18% antecipa um perda de receita entre 80% e 89%.

As perspectivas dos hoteleiros apontam para uma quebra das receitas concentrada no primeiro semestre, com quase 40% dos inquiridos a indicar uma previsão de perda de receita entre 80% e 89% nos primeiros seis meses do ano e pouco mais de 30% a perspectivar uma quebra de 70% a 79%.

A AHP também avançou uma estimativa sobre as dormidas na hotelaria portuguesa este ano, apontando para quebras entre 60% e 80%, o que corresponde a menos 34,8 milhões e menos 46,4 milhões de dormidas, respectivamente.

No inquérito, mais de 30% dos hoteleiros indicou que prevê uma quebra da taxa de ocupação este ano entre 60% e 69%, enquanto cerca de 25% prevê quebras de 50% a 59% e pouco mais de 20% antecipa uma quebra de 70% a 79%.

Tal como nas perspectivas sobre as receitas, os hoteleiros apontam para uma quebra das dormidas concentrada no primeiro semestre, com mais de 40% dos inquiridos a antecipar uma quebra da ocupação nos primeiros seis meses de 80% a 89%.

 

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