Alojamentos turísticos do Alentejo e do Centro até conseguiram subir preços médios em Julho

15-09-2020 (14h24)

Ao arrepio da tendência geral e do que ‘seria de esperar' face à grave crise para a qual a pandemia de covid-19 ‘atirou' o turismo, o alojamento turístico de duas regiões portuguesas, o Alentejo e o Centro, ainda conseguiram ter preços médios mais elevados este Julho.

Os dados do INE divulgados hoje indicam que os estabelecimentos no Alentejo tiveram este Julho um preço médio de 107 euros, que representa um aumento médio em 7,5%, e no Centro houve um aumento em 3,1%.

Os dados indicam assim que enquanto o alojamento turístico português perdeu em média 11,5 euros por quarto ocupado em Julho face ao mês homólogo de 2019, os estabelecimentos no Alentejo tiveram um aumento de 7,5 euros e atingiram até o melhor valor de sempre em rendimento médio por quarto ocupado num mês de Julho.

No Centro, por sua vez, os estabelecimentos de alojamento turístico tiveram em Julho um aumento do rendimento médio por quarto ocupado em 3,1% ou 2,2 euros.

Lisboa e Vale do Tejo esteve no pólo oposto, com a maior quebra de rendimento médio por quarto ocupado ou preço médio com um decréscimo em 29,6% ou 33,8 euros, seguindo-se os Açores, com -19,4% ou menos 19,6 euros, e o Norte, com -12,4% ou menos 10,9 euros.

Algarve e Madeira surgem seguidamente, mas já com quebras inferiores à média (-10,7%), respectivamente com -8,3% ou menos 11,1 euros e com -8,4% ou menos 6,5 euros.

O Algarve foi, ainda assim, a região que em Julho proporcionou melhor ADR (do inglês para Average Daily Rate que o INE traduz por Rendimento Médio por Quarto Ocupado) ao alojamento turístico em Julho, com 122,5 euros, seguindo-se o Alentejo, com 107 euros.

Depois de Algarve e Alentejo, que foram as únicas regiões com ADR superior à média do país em Julho, que foi de 95,4 euros, estiveram os Açores, com 81,1 euros, Lisboa, com 80,2 euros, Norte, com 77 euros, Centro, com 72,6 euros, e Madeira, com 70,5 euros.

Ainda assim e apesar de uma quebra em 66,5%, o Algarve foi a região em que o alojamento turístico alcançou o maior montante de receitas no mês de Julho, com 69,99 milhões de euros, seguindo-se o Porto e Norte, com 25,43 milhões, e o Centro, com 19,34 milhões.

O alojamento turístico de Lisboa teve uns escassos 18,16 milhões de euros, menos que o Centro, com 19,34 milhões, e pouco mais que o Alentejo, que teve 17,03 milhões.

Madeira e Açores, por sua vez, tiveram respectivamente 5,21 milhões e 2,66 milhões.

Enquanto a queda média de proveitos totais no alojamento turístico português foi de 70,5% este Julho, significando uma quebra de 376,77 milhões de euros, para 157,85 milhões, na Madeira atingiu 87,6%, em Lisboa foi de 86,4% e nos Açores foi de 85,3%.

As quebras mais fracas foram no Alentejo, com -25,1%, Centro, com -50%, e Porto e Norte, com -63,7%.

Em valor, a maior quebra ocorreu no Algarve, onde atingiu 138,93 milhões, seguindo-se Lisboa com -115,77 milhões, Porto e Norte, com -44,67 milhões, Madeira, com -36,93 milhões, Centro, com -19,33 milhões, Açores, com -15,4 milhões, e Alentejo, com -5,71 milhões.

Para ler mais clique:

Pandemia tirou 1.633 milhões de euros de receitas ao alojamento turístico português

 

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