Metade dos hotéis portugueses devem estar fechados na próxima semana e receitas caem 30% em 2020 - AHP

20-03-2020 (16h33)

O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) estimou hoje que metade dos hotéis estejam encerrados na próxima semana e que, devido ao impacto da covid-19, a quebra na faturação atinja os 30% no final do ano.

“Entre Abril e Junho, a facturação será cerca de 20% da habitual, o que, no final do ano, [vai representar] uma quebra de 30%”, uma realidade agravada pela redução do tráfego aéreo, afirmou Raul Martins, em declarações à Lusa.

De acordo com o dirigente associativo, as unidades hoteleiras vão ficar “no limite da viabilidade”, com uma difícil situação de equilíbrio, devido à redução do volume de negócios e da ocupação.

Raul Martins assinalou que nos últimos tempos a situação “agravou-se substancialmente”, com vários hotéis a encerrarem e os que permanecem abertos a registarem uma taxa de ocupação abaixo dos 15%.

“É uma situação que prevemos que se mantenha até ao final da pandemia, o que, se compararmos com a China, durará três meses. Só no final de Maio poderemos começar a registar a inversão desta tendência e antes de Julho não estaremos a reabrir hotéis”, prognosticou.

Embora ainda sem dados fechados, a estimativa da AHP aponta para que, até ao final da próxima semana, 50% dos hotéis estejam encerrados, principalmente nos distritos de Lisboa e do Porto.

E as unidades que permanecem abertas já adoptaram medidas excepcionais, há pelo menos duas semanas, como o reforço da limpeza, redução do horário e capacidade dos restaurantes e bares e controle da temperatura dos empregados e, pontualmente, dos clientes, referiu.

Caso seja detectado um caso de infeção, segundo as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGSI, o cliente tem que ser confinado ao seu quarto até à chegada da ambulância.

Até ao momento, apenas foi detectado um caso num hotel, na Madeira.

Quanto às medidas adotadas pelo Governo para travar a propagação e o impacto do novo coronavírus, Raul Martins disse que “possibilitarão a manutenção da viabilidade das empresas”.

Todos os apoios que o executivo e a banca puderem avançar, em termos de tesouraria, serão “muito importantes”, realçou Raul Martins, que vincou também que o sector da hotelaria já está habituado a enfrentar crises, como a financeira entre 2008 e 2012, acrescentando que espera que esta, apesar de “mais forte e penalizante”, possa correr num menor período temporal.

“Sendo num período mais curto, podemos voltar à normalidade, manter a viabilidade e impedir a falência de empresas de hotelaria”, concluiu.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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