Pandemia tirou 1.633 milhões de euros de receitas ao alojamento turístico português

15-09-2020 (13h09)

Os estabelecimentos de alojamento turístico portugueses somavam no fim de Julho uma quebra de receitas que superava os 1.633 milhões de euros, com as regiões menos preponderantes em turismo, como o Alentejo e o Centro, a serem as que registam menores quebras relativas, como já o assinalara o presidente do Turismo de Portugal.

(clique para ler: “Small is beautiful” triunfou no turismo em Portugal este Verão).

Os dados hoje publicados pelo INE indicam que a quebra média de proveitos dos estabelecimentos de alojamento é de 70,1%, mas no Alentejo está em 47,5%, significando 42,8 milhões de euros, e no Centro está em 59,4%, com menos 109,5 milhões.

O Norte de Portugal e a Madeira surgem seguidamente, ambas com quedas inferiores à média, mas já acima de 60%, respectivamente com -66% ou menos 228 milhões de euros e -68,5% ou menos 160,3 milhões.

A quebra relativa mais forte do período ocorre nos Açores, com -78,9% ou menos 51,5 milhões de euros, e com quedas mais fortes que a média nacional estão também o Algarve, com -74% ou menos 473,7 milhões de euros, e Lisboa e Vale do Tejo, com -73,6% ou menos 567 milhões.

Lisboa e Vale do Tejo, que em valor tem a maior queda do período, representando 34,7% da quebra total no alojamento turístico, mantém-se ainda assim a região onde o sector arrecadou mais proveitos nos meses de Janeiro a Julho, inclusive, com um total de 202,9 milhões, seguida pelo Algarve, com 166,1 milhões, Porto e Norte, com 117,4 milhões, Centro, com 74,8 milhões, Madeira, com 73,8 milhões, Alentejo, com 47,4 milhões, e Açores, com 13,7 milhões.

Estes dados mostram o Centro a ultrapassar a Madeira, que é tradicionalmente a 4ª maior região turística portuguesa em proveitos do alojamento turístico, a seguir a Lisboa, Algarve e Porto, mas que tem até Julho uma queda cerca de 51 milhões mais forte que o Centro.

De facto, a Madeira teve uma queda que representa 9,8% da queda total de receitas do alojamento turístico, enquanto a queda no Centro representou 6,7%.

 

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