Portugal teve quebras de dormidas acima de 90% de oito dos 17 maiores emissores

01-03-2021 (14h02)

O alojamento turístico português teve em Janeiro uma quebra média das dormidas de turistas residentes no estrangeiro em 87%, impulsionada por quebras acima de 90% de oito dos 17 maiores emissores, entre eles o Reino Unido, tradicional nº 1.

A “estimativa rápida” do INE sobre a evolução da procura no alojamento turístico português no primeiro mês deste ano concluiu que a “contracção” se acentuou, tendo-se registado quedas face a Janeiro de 2020, ainda pré agravamento da pandemia de covid-19, de 78,3% em número de hóspedes, para 308,4 mil, e 78,2% em número de dormidas, para 709,9 mil.

A informação do INE especifica que a queda de dormidas foi com decréscimos de 60,3% nas pernoitas de residentes em Portugal, para 427 mil, que correspondem a 60,1% do total, e de 87% nas dormidas de residentes no estrangeiro, para 282,9 mil.

O Instituto indicou ainda que ocorreram quebras acima de 90% nas dormidas de residentes no Reino Unido (-91,6%), Países Baixos (-91,1%), Brasil (-92,7%), Estados Unidos (-94,2%), Canadá (-94,3%), Dinamarca (-95,2%), Rússia (-94,8% e China (-98,1%).

A somar a essas novas quebras acima de 90% somaram-se outros cinco com quebras superiores a 80% — Espanha (-87,4%), Itália (-84,2%), Bélgica (-80,8%), Suécia (-88,9% e Irlanda (-82,1%) – e outros três com quebras superiores a 70% — Alemanha (-75,3%), França (-78%) e Suíça (-77,1%) — o que significa que apenas um teve uma quebra inferior a 70%, a Polónia, cujos residentes baixaram as dormidas em Portugal em 69,5%.

O INE assinala na sua informação que em Janeiro 54,0% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes” e especifica que as dormidas em hotéis caíram 82%, para 375,7 mil (52,9% do total do mês), com quedas acima de 80% nos topo de gama de 5 e 4-estrelas.

A queda, segundo indica, foi de 88,3% nos 5-estrelas, para 45,8 mil, 83,4% nos 4-estrelas, para 166,8 mil, 77,5% nos 3-estrelas, para 107,1 mil e 74,3% nos 2 e 1-estrela, para 56 mil.

Para o alojamento local, segundo tipo de alojamento mais procurado, com 178,4 mil dormidas (25,1% do total do mês), o INE indica que a quebra de pernoitas em Janeiro foi de 63,4%.

As quebras mais fortes do mês deram-se nas Pousadas e Quintas da Madeira, em 87,9%, e hotéis-apartamentos, em 87,1%, enquanto nos aldeamentos turísticos foi em 66,6%, e no turismo no espaço rural e de habitação registou-se o decréscimo menos acentuado, em 54,2%.

 

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