Portugueses proporcionam “ligeira melhoria” em Junho da actividade turística em Portugal

03-08-2020 (11h21)

O mercado dos residentes em Portugal, proporcionou ao turismo um mês de Junho ‘ligeiramente' menos negativo que os anteriores, informou hoje o INE, que indicou que uma queda das suas dormidas no alojamento turístico duas décimas menor que os 60%, enquanto da parte do turismo internacional a queda manteve-se acima dos 95%.

Tradicionalmente um mês de início dos melhores tempos para o alojamento turístico, segundo a "estimativa rápida" divulgada hoje pelo INE este Junho ficou muito aquém desses tempos, embora com "ligeira melhoria" em relação aos últimos meses.

De acordo com o INE, este "45,2% dos estabelecimentos de alojamento turístico terão estado encerrados ou não registaram movimento de hóspedes".

O Instituto indicou que os resultados de um questionário específico adicional que promoveu durante os meses de Junho e Julho, "62,6% dos estabelecimentos de alojamento turístico respondentes (representando 78,6% da capacidade de oferta) assinalaram que a pandemia COVID-19 motivou o cancelamento de reservas agendadas para os meses de Junho a Outubro de 2020 [época alta do turismo em Portugal], maioritariamente dos mercados nacional e espanhol".

A informação acrescenta que "a maioria dos estabelecimentos que planeava estar em atividade nos meses de Junho a Outubro previa registar taxas de ocupação inferiores a 50% em cada um desses meses".

Ainda assim, refere, "a maioria dos estabelecimentos (57,0%) não prevê alterar os preços praticados face ao ano anterior", com apenas cerca de um terço dos estabelecimentos (34,9%) a admitir vir a baixar preços, encontrando-se maioritariamente localizados na área metropolitana de Lisboa e no Algarve (58,8% e 54,5% dos estabelecimentos, respetivamente).

A informação do Instituto indica ainda que "em função da aplicação de medidas de distanciamento social, de higiene e limpeza dos estabelecimentos, 49,1% dos estabelecimentos referiram que a capacidade oferecida iria ser reduzida, principalmente decorrente do aumento do intervalo de tempo entre o check-out e o check-in dos hóspedes (55,9% dos estabelecimentos) e da redução do número de quartos (48,6%)".

Na sexta-feira, o Banco de Portugal divulgou também uma primeira estimativa para as receitas turísticas (gastos de turistas estrangeiros no país) que apontava para um ligeiro abrandamento em Junho da quebra decorrente da pandemia de covid-19 (para ler mais clique: Quebra do turismo internacional em Portugal abrandou ligeiramente em Junho, BdP).

 

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