Receitas do Grupo Pestana sobem para 450 milhões de euros este ano

11-12-2019 (18h57)

Foto: Pestana Hotel Group
Foto: Pestana Hotel Group

O Pestana Hotel Group vai fechar este ano com um volume de negócios consolidado de 450 milhões de euros, mais 16 milhões que no ano anterior, disse hoje o CEO do grupo, José Theotónio.

Em conferência de imprensa em Lisboa, o executivo lembrou que este resultado da receita, a que corresponde um aumento de cerca de 3,7%, "superou o melhor ano de sempre que se tinha atingido em 2018".

Já o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) atingiu os 186 milhões de euros - tendo em conta as novas normas contabilísticas internacionais (IFR16) -, um crescimento face ao ano anterior quando registou 166 milhões de euros, isto se tivessem sido aplicadas já as novas normas para que se possa comparar.

Com a norma contabilística aplicada anteriormente, o EBITDA fixou-se nos 151 milhões de euros em 2018 e iria chegar aos 170 milhões este ano.

Hoje, o grupo anunciou também que vai abrir 10 novos hotéis no próximo ano, incluindos num plano de investimentos até 2025 de 250 milhões de euros. Serão seis novas unidades em Portugal, três hotéis da marca CR7 no estrangeiro e um terceiro hotel Pestana em Marrocos (clique para ler: Grupo Pestana anuncia novos hotéis em Tânger, Manchester e Lisboa).

Sobre as perspectivas de resultados para este ano, tanto José Theotónio, como o Chief Development Officer do Pestana Hotel Group, José Roquette, mostraram-se optimistas, contando com a "dinâmica operacional" e o "maior contributo da área internacional".

"Estamos optimistas na perspectiva de que seremos mais internacionais. As unidades que inaugurámos recentemente, e que nos últimos anos só levaram investimento, vão poder finalmente começar a contribuir" para o volume de negócios do grupo, disse José Roquette.

"Para 2020 a nossa esperança é que a parte internacional ganhe peso", reforçou o CEO.

Segundo José Theotónio, o peso no EBITDA da parte internacional deverá passar de 20% para cerca de 25% este ano.

Em 2019, de acordo com o CEO, a Europa registou um “resultado muito positivo”, enquanto no Brasil “o grupo começou a ver resultados e há esperança que se mantenha”.

O mesmo "muito bom resultado" teve a operação em São Tomé, mas o CEO admite alguma preocupação, tendo em conta a dependência que este mercado tem do mercado português.

No início da apresentação hoje, e aquando do anúncio dos novos investimentos, José Roquette afirmou que "Portugal é o palco mais rentável do investimento" do grupo.

José Theotónio destacou ainda a recente emissão obrigacionista 'verde' que o grupo lançou, "a primeira do género no sector do turismo", que obteve "um grande sucesso", tendo passado dos 50 milhões de euros iniciais para os 60 milhões de euros, "dada a muita procura que gerou".

Esta emissão recente de obrigações tem maturidade a seis anos e taxa fixa de 2,5%.

Questionado se o grupo prevê uma nova emissão de obrigações no próximo ano, o CEO explicou que esta última teve como objetivo "amortizar uma que se vence em fevereiro" do próximo ano, que também tinha prazo de seis anos e que "para já não se prevê outra em 2020".

"Esta [última] emissão foi antecipada" dadas "as excelentes condições" e "tudo irá depender da evolução dos mercados, já que esta é uma boa forma de financiamento, mas para já não está prevista nenhuma para 2020", afirmou.

(PressTUR com Agência Lusa)

Ver também:

Pestana prevê reabrir hotel em Salvador no final do próximo ano

Grupo Pestana anuncia novos hotéis em Tânger, Manchester e Lisboa

 

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