Receitas turísticas portuguesas tiveram em Agosto a maior queda do ano

19-10-2020 (13h45)

Foto: Markus Spiske / Unsplash
Foto: Markus Spiske / Unsplash

Os gastos de turistas estrangeiros em Portugal, que são contabilizados pelo banco central como receitas turísticas, tiveram em Agosto a maior queda do ano, tendo ficado 1.564,09 milhões de euros abaixo do mês homólogo de 2019.

A quebra relativa, embora tenha sido a menor desde o início da pandemia de covid-19 em Portugal, situando-se em 51,8%, porque relativamente a um montante mais elevado, acaba por ser a mais penalizadora em valor absoluto.

A quebra ocorrida em Agosto foi, de facto, 42,6 milhões de euros mais elevada que a ocorrida em Julho, em que as receitas turísticas ficaram 65,9% ou 1.521,49 milhões de euros abaixo do mês homólogo de 2019.

Os dados do banco central mostram que a quebra acumulada este ano passou para 55,9% em média de Janeiro a Agosto, inclusive, melhor que os -57,2% verificados de Janeiro a Julho, inclusive, mas com o montante da quebra a ultrapassar os sete mil milhões.

A informação disponível indica que Janeiro a Agosto deste ano Portugal teve 5.633,45 milhões de euros de gastos de turistas estrangeiros ou exportações de turismo, ficando 7.136,59 milhões abaixo do excedente obtido no período homólogo de 2019.

Os dados das receitas turísticas mostram, no entanto, uma tendência decrescente das quebras variáveis, de 85,4% em Abril sucessivamente para 83,3% em Maio, 78,7% em Junho, 65,9% em Julho e 51,8% em Agosto.

Em valor, no entanto, a tendência foi inversa, subindo de uma quebra de 1.187,3 milhões em Abril, para 1.298,59 milhões em Maio, 1.253,62 milhões em Junho, 1.521,49 milhões em Julho e 1.564,09 milhões em Agosto.

No mês de Agosto, o saldo favorável a Portugal entre gastos de turistas estrangeiro no país e os gastos de turistas portugueses no estrangeiro foi de 1.091,01 milhões de euros, -54,6% ou menos 1.313,16 milhões de euros que no mês homólogo de 2019, embora os gastos dos portugueses no estrangeiro tenham caído 40,7% ou 250,94 milhões.

Nos oito meses de Janeiro a Agosto, a redução do excedente favorável a Portugal atinge 5.602,37 milhões de euros (-60,9%) e o Banco de Portugal assinala que com “o decréscimo acentuado do saldo da rubrica de viagens e turismo” levou a que o excedente da balança de serviços tenha uma quebra em 6.527 milhões.

 

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