Reino Unido voltou em Junho a ser o maior emissor turístico para o alojamento turístico português

30-07-2021 (14h58)

Gráfico: INE
Gráfico: INE

As dormidas de turistas britânicos no alojamento turístico português acentuaram a recuperação em Junho, mês em que representaram 9,4% das pernoitas de estrangeiros, quando um ano antes não passavam de 1,2%.

Os dados publicados hoje pelo INE mostram que o mercado dos residentes em Portugal valeu no primeiro semestre deste ano 62,3% das 8,17 milhões de dormidas no alojamento turístico, quando em 2019, pré-pandemia representava apenas 28,7% de 30,72 milhões.

Pré-pandemia eram de facto os mercados internacionais que determinavam os balanços, com 71,3% do total, ou 21,89 milhões, e o mercado britânico era o líder, ‘valendo’ 4,25 milhões de dormidas, ou seja 13,8% do total.

Mas a pandemia ‘mudou’ as relações de força e este ano o Reino Unido não vai além de 7,4% das dormidas no alojamento turístico português e chegou em Junho do ano passado a não passar de 1,2%.

Em causa as reacções dos mercados ao ‘abre e fecha’ decretado pelos governos de Portugal e do Reino Unido, que levou a que em alguns meses de 2020 as dormidas de britânicos não chegasse às três mil e no primeiro quadrimestre deste ano nunca superaram a marca das 30 mil.

A mudança começou em Maio, com as dormidas de britânicos a elevarem-se a 203 mil, e sobretudo em Junho, quando passaram a marca das 300 mil, com 319,9 mil, representando assim 9,4% das pernoitas totais, ainda assim longe dos 15,7% de Junho de 2019, pré-pandemia.

A informação do INE mostra que o alojamento turístico português teve em Junho 1,4 milhões de dormidas e turistas residentes no estrangeiro, representando 41,3% das dormidas totais, com liderança do Reino Unido, com 9,4% do total, com 319,9 mil, seguido por Espanha, com 5,9% (201,3 mil), Alemanha, com 4,7% (158,6 mil), França, com 4,4% (148,2 mil), e Países Baixos, com 2,7% (90,5 mil).

Os Estados Unidos foram o primeiro emissor não europeu, com 1% das dormidas totais (34 mil), à frente do Brasil, também com 1% (33,2 mil), Canadá, com 0,1% (3,4 mil), e China, também com 0,1% (3,1 mil).

No conjunto do semestre, o alojamento turístico português teve 3,07 milhões de dormidas de turistas não residentes no país, representando 37,7% do total do período, com o Reino Unido a liderar, com 604,5 mil, seguido por Espanha, com 417,2 mil, Alemanha, com 377,2 mil, França, com 301,9 mil, Países Baixos, com 144,7 mil, e Polónia, com 140,9 mil.

A Polónia, aliás, é um dos três emissores a aumentar as dormidas no alojamento turístico português no primeiro semestre, em 29%, juntamente com Suíça, com +11,9%, e Bélgica, com +3,3%.

As maiores quebras foram de mercados emissores não europeus, com -94,5% do Canadá, -89,9% da China, -78,9% do Brasil e -73,9% dos Estados Unidos.

Para ler mais clique:

Pandemia de covid-19 ‘bate’ mais fortemente nas três maiores regiões turísticas portuguesas

 

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