Aeroportos espanhóis terminaram 2020 com menos 199,1 milhões de passageiros

13-01-2021 (16h38)

Foto: Jordan Sanchez / Unsplash
Foto: Jordan Sanchez / Unsplash

Os aeroportos espanhóis passaram de um ano recorde com 275,2 milhões de passageiros para um ano de 2020 marcado pela pandemia de covid-19 com menos 199,18 milhões, em que o total ficou em 76,06 milhões, com quebra média em 72,4%.

Dados publicados pela AENA, gestora dos aeroportos espanhóis, mostram que todas as 48 infra-estruturas sob sua gestão tiveram quebras em 2020, que chegaram a 96,2% em Reus, que chegou a ser um aeroporto ‘nas boas graças’ da Ryanair, que teve menos um milhão de passageiros que em 2019, ficando em 39,4 mil.

As maiores quebras foram, como expectável, no maiores aeroportos do país, com Madrid a ter uma quebra de 44,6 milhões (-72,3%, para 17,1 milhões) e Barcelona com um decréscimo de 39,9 milhões (-75,8%, para 12,7 milhões).

Quebras de passageiros superiores a dez milhões tiveram ainda os aeroportos de Palma de Maiorca, que teve o terceiro maior decréscimo, com menos 23,6 milhões que há um ano (-79,4%, para 6,1 milhões), Málaga, que teve menos 14,69 milhões (-74%, para 5,16 milhões), e Alicante, onde a quebra foi de 11,3 milhões (-75,1%, para 3,7 milhões).

Com quebras superiores a um milhão de passageiros estiveram mais 13 infra-estruturas, começando por Gran Canária, com menos 8,1 milhões que em 2019 (-61,3%, para 5,1 milhões), Tenerife Sul, com menos 7,7 milhões (-69,6%, para 3,39 milhões), Valência, com menos 6,05 milhões (-70,9%, para 2,48 milhões), Ibiza, com menos 6,04 milhões (-74,1%, para 2,1 milhões), Sevilha, com menos 5,2 milhões (-69,3%, para 2,3 milhões), todos com quebras superiores a cinco milhões.

Seguiram-se as quebras em Lanzarote, com menos 4,75 milhões (-65,2%, para 2,53 milhões), Bilbau, com menos 4,2 milhões (-71,4%, para 1,69 milhões), Fuerteventura, com menos 3,49 milhões (-62%, para 2,1 milhões), Tenerife Norte, com menos três milhões (-52,1%, para 2,79 milhões), Menorca, com menos 2,4 milhões (-69,2%, para 1,07 milhões), Santiago, com menos 1,96 milhões (-67,8%, para 935,3 mil), Girona, com menos 1,76 milhões (-91,1%, para 172,2 mil), e Reus, com menos um milhão (-96,2%, para 39,4 mil).

As únicas excepções às quebras ‘milionárias’ aconteceram em Burgos, que terminou 2020 com mais 5,9 mil passageiros que em 2019 (+33%, para 23,5 mil), Albacete, com mais 588 passageiros (+36,4%, para 2,2 mil), e Huesca, que teve mais 1.087 (+174,8%, para 1,7 mil).

A informação da AENA indica que o último mês de 2020 foi mais gravoso que a média do ano, com a quebra média a atingir 79,1, representando um decréscimo de 14,4 milhões, para 3,81 milhões, abaixo do que por si só tiveram Madrid e Barcelona no último mês de 2019.

Em Dezembro de 2020, Madrid teve uma quebra em 79,7%, com um decréscimo de 3,88 milhões, para 988,1 mil, e Barcelona teve uma quebra em 85,2%, com menos 3,1 milhões, para 541,3 mil.

Quebras superiores a 80% entre os 20 maiores aeroportos espanhóis ocorreram ainda em Málaga, com -81,7% para 208,2 mil, Tenerife Sul, com -81,8%, para 180,7 mil, Alicante, com -85,6%, para 126,1 mil, Valência, com -84,3%, para 93,5 mil, e Sevilha, com -85%, para 87,8 mil.

Nos restantes as quebras foram superiores a 70%, à excepção de Vigo (-68,7%, para 21,2 mil), Menorca (-55%, para 38,8 mil), La Palma (-57,8%, para 54,6 mil), Ibiza (-59,5%, para 82,5 mil), Fuerteventura (-69,3%, para 137,6 mil) e Tenerife Norte (-60,7%, para 191,1 mil).

Com quebras acima de 70% mais inferiores a 80% no mês de Dezembro estiveram, além de Madrid, também em Gran Canária (-71,4%, para 348,9 mil), Palma de Maiorca (-74,4%, para 243,5 mil), Lanzarote (-71,5%, para 163,6 mil), Santiago (-74,4%, para 53,6 mil), A Coruña (-74,3%, para 26,4 mil) e Astúrias (-75,5%, para 25,3 mil).

 

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