Tunísia garante estar "preparada" para receber progressivamente os turistas

21-05-2020 (13h34)

O Governo da Tunísia anunciou um plano de resgate para o sector do turismo, que sofreu perdas avaliadas em dois mil milhões de euros, e garantiu que o país está “preparado” para acolher progressivamente turistas.

Em conferência de imprensa realizada hoje em Tunes, a capital do país africano, o ministro do Turismo e Artesanato, Mohamed Ali Toumi, lembrou que o sector representa 14% do Produto Interno Bruto (PIB) e garante 400 mil postos de trabalho, directos e indirectos.

O governante explicou ainda, citado pela agência EFE, que a estratégia para a retoma do sector será feita em três fases: resistência, relançamento e reinvenção.

Na reabertura do turismo na Tunísia, será dada prioridade aos cidadãos nacionais e aos provenientes de países vizinhos.

Na primeira etapa, o executivo tunisino vai criar um fundo com cerca de 160 milhões de euros destinado a garantir créditos a pequenos empresários e empresas afectadas pela pandemia de covid-19, que segundo dados oficiais causou no país a morte a 47 pessoas e infectou 1.044, registando-se ainda 826 recuperados.

Como requisitos para a obtenção deste apoio, os requerentes devem manter os postos de trabalho, pagar os salários na íntegra e ter registado perdas de, pelo menos, 25% da facturação no mês de março e 40% em Abril, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Quanto à etapa de relançamento, o ministro adiantou que nas próximas 48 horas um comité especializado irá anunciar as datas para a reabertura das agências de viagens, hotéis e restauração turística.

O responsável pela pasta do sector do turismo destacou que “devido aos bons resultados da gestão do Governo” será possível adiantar a segunda fase de desconfinamento, que será entre 24 de Maio e 4 de Junho.

Sobre a reinvenção do sector, o governante explicou que o objetivo é criar uma “verdadeira” diversificação do produto turístico e a valorização do seu potencial em todas as regiões do país, sendo imprescindível a digitalização das empresas, lamentando, no entanto, que esta vertente não esteja ainda suficientemente desenvolvida neste momento.

Os mercados e grandes superfícies reabriram a 15 de Maio, mas as escolas continuarão fechadas até Setembro. Apenas os alunos que terminam o ensino secundário terão um mês de aulas a partir do fim de Maio para se prepararem para o exame.

As deslocações entre regiões foram interditas no próximo fim de semana, o da festa do Aid el-Fitr, que assinala o fim do Ramadão e que é habitualmente marcado por reuniões das famílias.

(PressTUR com Agência Lusa)

Clique para ver mais: África

Clique para ver mais: Mercados

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

TAAG volta a não aceitar kwanzas para pagar viagens iniciadas fora de Angola

22-09-2020 (14h50)

A TAAG - Linhas Aéreas de Angola volta a não aceitar a divisa angolana, o kwanza, para pagamento de bilhetes de viagens que se iniciam fora de Angola.

TAP retoma voos regulares entre Lisboa e Luanda na 2.ª feira

20-09-2020 (16h41)

A TAP anunciou que vai retomar os voos regulares entre Portugal e Angola, a partir de segunda-feira, dia 21, quando no seu website tinha avançado a informação que recomeçaria a 9 de Setembro, mas que decorre da data em que o Governo angolano reabre o espaço aéreo a voos internacionais.

Emirates retoma voos para Angola a 1 de Outubro

18-09-2020 (16h19)

A Emirates anunciou que vai retomar a rota Dubai – Luanda no dia 1 de Outubro, com um voo por semana.

África do Sul autoriza entrada de visitantes a partir de 1 de Outubro

17-09-2020 (13h07)

O presidente da África do Sul disse hoje que o país vai voltar a autorizar as viagens internacionais a partir de 1 de Outubro depois de o número de casos de infecção de covid-19 ter baixado nas últimas semanas.

São Tomé e Príncipe prorroga estado de calamidade até 30 de Setembro

15-09-2020 (15h30)

O Governo de São Tomé e Príncipe prorrogou até 30 de Setembro o estado de calamidade pública que vigora no país, devido ao "alto risco da prorrogação da pandemia de covid-19 que ainda prevalece".

Opinião e Análise