Queda de yields da Lufthansa na América do Sul agravou-se para 20,1% no 2º trimestre

30-07-2019 (16h32)

Foto: Lufthansa
Foto: Lufthansa

O grupo Lufthansa indicou hoje que a queda de preços dos voos de/para a América do Sul, cujo principal mercado é o Brasil, que por sua vez é o mercado com mais peso nas receitas da TAP, agravou-se no segundo trimestre.

O grupo especificou que o yield, que é o preço médio por quilómetro voado, caiu 20,1% excluindo flutuações cambiais no segundo trimestre, quando no primeiro trimestre a quebra tinha sido de 18,7%, tendo, pois, uma queda média no semestre em 19,5%.

Os dados publicados pelo grupo indicam que, ainda assim, o yield a câmbios constantes da totalidade seus voos transatlânticos, incluindo América do Norte e do Sul, teve quedas de apenas 3,7% no segundo trimestre e 4,8% no conjunto do semestre, porque nos voos de/para a América do Norte as quedas de yield a câmbios constantes foram de apenas 0,5% no segundo trimestre e 1,6% no semestre.

Desta forma a evolução negativa do yield nos voos transatlânticos foi idêntica à ocorrida nas linhas intra-europeias, que segundo o grupo Lufthansa foi de 4,8% a câmbios constantes no semestre e de 3,5% no segundo trimestre.

Porém, enquanto as Américas representam apenas 33% das receitas de tráfego do grupo Lufthansa, a Europa representa 41%.

Acresce que nos voos das Américas a queda do yield foi compensada, pelo menos parcialmente, por ganhos de taxa de ocupação, com subidas de 2,4 pontos no segundo trimestre e dois pontos no conjunto do semestre, enquanto na Europa a queda do yield foi agravada por quedas de ocupação, de 0,4 pontos no segundo trimestre e 0,7 pontos no semestre.

E adicionalmente acresce que na ‘vida real’, ou seja, com as variações cambiais que se verificaram no semestre, a queda do yield nas Américas ficou em 1,6%, enquanto na Europa foi de 3,7%.

Os voos de/para Ásia e Pacífico e Médio Oriente e África, que representaram, respectivamente, 19% e 7% das receitas de tráfego no semestre, tiveram aumentos de yield a câmbios constantes no segundo trimestre em 1% e 2,3%, respectivamente.

No semestre o yield dos voos da Ásia e Pacífico subiu 1,4%, mas o dos voos do Médio Oriente e África baixou 1,8%.

 

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