Macau mantém perspectiva de atingir 40 milhões de visitantes este ano, apesar de Hong Kong

21-11-2019 (15h36)

A directora dos Serviços de Turismo de Macau, Maria Helena de Senna Fernandes, avançou hoje que mantém a perspectiva de o território  chegar aos 40 milhões de visitantes este ano, apesar do impacto dos distúrbios na vizinha Hong Kong.

“Este ano o número vai ser próximo dos 40 milhões, senão maior que 40 milhões”, disse a directora dos Serviços de Turismo de Macau, Maria Helena de Senna Fernandes, à margem da conferência de apresentação do Festival de Luz de Macau 2019.

As afirmações da responsável pelo turismo de Macau foram feitas horas antes do Governo ter anunciado que mais de 33,4 milhões de pessoas visitaram Macau nos primeiros 10 meses do ano, com um aumento em 15,3% em relação ao período homólogo do ano passado.

Depois do número recorde em 2018 (35,8 milhões de turistas), Macau prepara-se para atingir a marca ‘redonda’ dos 40 milhões, seis anos antes das previsões governamentais de 2017 incluídas no Plano Geral de Desenvolvimento da Indústria do Turismo.

“Estamos muito contentes com o facto de termos muitos visitantes”, reforçou Maria Helena de Senna Fernandes, admitindo que o foco agora é aumentar o número de visitantes internacionais e garantir que o período de permanência dos turistas aumente.

Em Macau, o período médio de permanência dos visitantes é de 1,2 dias e até ao final de Outubro mais de 23,7 milhões, dos mais de 33,4 milhões de turistas que visitaram o território nos 10 primeiros meses do ano, foram provenientes da China continental.

Apesar das previsões que dão o número recorde de 40 milhões de visitantes até ao fim do ano, a responsável pelo turismo de Macau admitiu que os turistas internacionais têm diminuído por causa dos distúrbios em Hong Kong.

“Este ano diminuímos os visitantes internacionais por causa dos recentes acontecimentos perto de nós”, afirmou.

Para o ano, para combater esta diminuição de turistas internacionais, o objectivo passa por trabalhar com as cidades vizinhas e desenvolver novos produtos turísticos, de forma a atenuar “a dependência dos turistas da China continental e de Hong Kong”, adiantou.

Quanto à possibilidade de uma taxa turística no território, de pouco mais de 30 quilómetros quadrados, Maria Helena de Senna Fernandes disse que o relatório, a ser apresentado ao Governo, “está quase completo”.

“Temos feito muitas comparações com o que as outras cidades estão a fazer para atacar o problema da gestão do excesso de turistas”, salientou, acrescentando que as autoridades estão atentas às indicações da Organização Mundial do Turismo (OMT) sobre esta matéria.

“Vamos apresentar o relatório ao Governo para decidirem”, concluiu.

Dados divulgados hoje pela Direção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC) de Macau indicam que mais de 33 milhões de pessoas visitaram Macau nos primeiros dez meses do ano, +15,3% que no período homólogo de 2018.

Entre Janeiro e Outubro, Macau teve aumentos em 28% do número de excursionistas (visitantes que não pernoitaram no território e em 3,9% do número de turistas (que pernoitaram pelo menos uma noite), respectivamente para 17.664.007 e 15.748.650).

A maioria dos visitantes que entrou em Macau até Outubro é oriunda do interior da China (23.797.667), mais 15,9% em relação ao período homólogo do ano passado.

Já os visitantes de Hong Kong (6.127.894) e de Taiwan (900.635) cresceram 21,2% e 1,7%, respectivamente.

Contudo o número de turistas oriundos da Coreia do Sul diminuiu 2,2% para 653.155 visitantes.

Só no mês de outubro, visitaram Macau 3.209.751 de pessoas, um aumento de 1,8% em relação ao período homólogo do ano passado.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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