Azul passou de lucro em 2019 para ‘vermelho carregado’ no primeiro trimestre deste ano

14-05-2020 (16h34)

Imagem: Embraer
Imagem: Embraer

A companhia de aviação brasileira Azul, detentora de obrigações convertíveis da TAP, informou hoje que terminou o primeiro trimestre, que é época alta no Brasil, com um prejuízo de 975,3 milhões de reais  (cerca de 152,5 milhões de euros ao câmbio de hoje), sem incluir perdas cambiais e de hedging que diz não terem “impacto de caixa”, com as quais o prejuízo ‘dispara’ para 6.135,9 milhões de reais (perto de 960 milhões de euros).

A informação mostra que a Azul até teve uma aumento das receitas de tráfego no trimestre em 9%, para 2.653,4 milhões de reais (cerca de 415 milhões de euros), e que as receitas totais subiram 10,3%, para 2.802,7 milhões de reais (cerca de 438,4 milhões de euros), mas os seus custos ‘dispararam’ 19,8%, para 2.629,1 milhões de reais (cerca de 411,3 milhões de euros).

Assim, o seu resultado operacional caiu para metade em relação ao primeiro trimestre de 2019, para 173,6 milhões de reais (27,1 milhões de euros), que foram insuficientes para a degradação dos resultados financeiros, em que pesaram os hedgings (-1.281,6 milhões de reais), perdas cambiais (-4.233,8 milhões de reais) e quebra do valor da participação na TAP (-618,5 milhões de reais).

Mas o balanço mostra que não foram apenas os resultados financeiros a penalizar o balanço do primeiro trimestre, em que o impacto da covid-19 se fez sentir praticamente em apenas um mês, pois mostra uma quebra do yield (preço médio por lugar voado um quilómetro) em 1,6%.

Essa queda do yield foi agravada por um decréscimo da taxa de ocupação em 0,9 pontos, para 81%, o que fez com que a queda da receita unitária de passageiros (por lugar voado um quilómetro) tivesse um decréscimo, enquanto o custo por lugar voado um quilómetro tivesse um aumento de 7% (+11% excluindo o combustível, cujo preço médio baixou 16,6%).

Assim, especifica o balanço, a Azul no primeiro trimestre deste ano teve um resultado operacional por lugar voado um quilómetro 55,4% menor que no período homólogo de 2019.

Ainda assim, a mensagem da Administração da Azul subscrita por John Rodgerson, CEO da companhia, afirma que a Azul se posiciona “como uma das empresas aéreas mais rentáveis do mundo, com um modelo de negócios de sucesso”.

Para ler mais clique:

Azul declara ‘perda’ de 618,5 milhões de reais com “justo valor” da sua participação na TAP

Azul mantém 15 aviões “subarrendados” à TAP

 

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