Covid-19 ‘tirou’ mais de dois mil milhões de euros de receitas aos hotéis portugueses

15-02-2021 (16h33)

Os hotéis portugueses sofreram em 2020, ano marcado pelo agravamento da pandemia de covid-19 em todo o mundo, uma quebra das receitas que atinge os 2.040,2 milhões de euros, segundo os dados divulgados hoje pelo INE.

A quebra total de proveitos de todas as formas de alojamento turístico certificado em Portugal atingiu, por sua vez, os 2.838,5 milhões de euros, ficando em 1.457,3 milhões, 71,9% dos quais realizados pelos hotéis, que realizaram o montante de 935,9 milhões.

Os dados do INE indicam que a quebra média de receitas do alojamento turístico português em 2020 foi de 66,1% e que com quebras superiores estiveram as Pousadas e Quintas da Madeira, com -73,8%, e seguidamente os hotéis, com 68,6%.

Com quebras inferiores à média estiveram principalmente as unidades de turismo no espaço rural e de habitação, que tiveram a quebra mais suave do ano, em 34%, seguindo-se os aldeamentos turísticos, com -53,6%, o alojamento local, com -62,4%, os apartamentos turísticos, com -64,1%, e os hotéis-apartamentos, com -64,4%.

Em valor, depois dos hotéis, que tiveram quebra de receitas acima dos dois mil milhões de euros, as maiores quebras foram hotéis-apartamentos, com decréscimo de 269,1 milhões de euros, o alojamento local, com menos 238,1 milhões, os apartamentos turísticos, com menos 117,4 milhões, os aldeamentos turísticos, com menos 74,3 milhões, e o turismo no espaço rural e de habitação, com menos 40,3 milhões.

Desta forma, dos 2.838,5 milhões de euros de proveitos do alojamento turístico realizados em 2020, 64,2% ou 935,9 milhões foram realizados pelos hotéis, que assim tiveram uma quebra da quota em 5,1 pontos.

Os hotéis-apartamentos concentraram 10,2% do total de proveitos do alojamento turístico, com 148,7 milhões de euros, o alojamento local teve 9,8%, com 143,5 milhões de euros, o turismo no espaço rural ou de habitação teve 5,4%, com 78,3 milhões de euros, os apartamentos turísticos tiveram 4,5%, com 65,6 milhões de euros, os aldeamentos turísticos tiveram 4,4%m com 64,2 milhões de euros, e as Pousadas e Quintas da Madeira tiveram 1,4%, com 20,8 milhões de euros.

 

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