Tráfego aéreo entre Espanha e Portugal no 2º trimestre cabia todo num Airbus A330

17-07-2020 (15h48)

Aeroporto de Lisboa
Aeroporto de Lisboa

O transporte aéreo de passageiros entre Portugal e Espanha, que é um dos sectores mais intensos tanto para Portugal quanto para Espanha, no segundo trimestre, em pleno auge da pandemia de covid-19, caiu de tal maneira que teria bastado um Airbus A330 para transportar todos os passageiros dos três meses, e não haveria overbooking.

Dados da AENA, gestora dos aeroportos espanhóis, a que o PressTUR teve acesso indicam que no segundo trimestre houve um total de apenas 217 passageiros a voar entre os dois países ibéricos, quando no período homólogo de 2019 tinham sido quase 1,5 milhões.

A informação indica que depois de em Abril o total de passageiros que voaram entre Portugal e Espanha ter ficado em 26 (para ler mais clique: Tráfego aéreo entre Espanha e Portugal reduzido a 26 passageiros em todo o mês de Abril), em Maio houve um aumento para 166, mas em Junho voltou a cair para a casa das duas dezenas e atingiu mesmo um novo mínimo absoluto, com apenas 25, menos cerca de 525 mil que no mês homólogo de 2019.

Desta forma, no conjunto do segundo trimestre o tráfego entre Portugal e Espanha teve uma quebra de perto de 99,99%, com menos 1,47 milhões de passageiros que um ano antes.

Ainda assim, no conjunto do primeiro semestre, Portugal manteve-se a 6ª principal origem/destino internacional de passageiros, com 1,017 milhões, a seguir ao Reino Unido, com 5,698 milhões, Alemanha, com 3,977 milhões, Itália, com 2,22 milhões, França, com 2,17 milhões, e Holanda, com 1,37 milhões.

Relativamente ao primeiro semestre de 2019, o total de passageiros em voos entre Portugal e Espanha caiu 60,7% ou 1,56 milhões, com -58% ou menos 933,1 mil nas ligações com Lisboa, -63,9% ou menos 591 mil nas ligações com o Porto, -74,3% ou menos 14,2 mil nas ligações com o Funchal, -94,3% ou menis 26,1 mil nas ligações com Faro e -84,6% ou menos 3,1 mil nas ligações com Ponta Delgada.

Os dados recolhidos pelo PressTUR mostram que a forte quebra de passageiros no segundo trimestre deve-se designadamente ao facto de a TAP, que no primeiro semestre de 2019 transportara 36,2% dos passageiros que voaram entre os dois países, nos meses de Abril, Maio e Junho deste ano não ter um único passageiro.

 

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