Aviação europeia quer programa de testes unificado para restaurar confiança dos passageiros

15-09-2020 (12h01)

Foto: Suhyeon Choi / Unsplash
Foto: Suhyeon Choi / Unsplash

A Airlines for Europe (A4E), que representa cerca de 70% das companhias aéreas europeias, condenou hoje as “restrições fronteiriças caóticas” e a “confusão sobre quarentenas” na União Europeia (UE), considerando urgente criar “um programa de testes harmonizado unificado”.

“Os europeus não puderam desfrutar devidamente de uma merecida pausa de Verão devido às restrições fronteiriças caóticas, juntamente com a confusão sobre quarentenas, formas variáveis de localização de passageiros e requisitos para testes”, critica em comunicado o director executivo da A4E.

Com a retoma da procura, após a paralisação das viagens aéreas devido à pandemia de covid-19, a ficar muito abaixo do esperado, Thomas Reynaert salienta que “um programa de testes harmonizado unificado é urgentemente necessário […] para tentar restaurar a confiança dos passageiros”, em vez de se optar por medidas mais restritivas.

Dados da A4E revelam que em Agosto o tráfego aéreo na Europa equivaleu a apenas 30% do mês homólogo do ano passado.

A associação que representa cerca de 70% das transportadoras aéreas europeias, entre as quais a TAP, defende por isso que “devem ser utilizados testes melhorados e rastreio de contactos em vez de quarentenas, uma vez que os testes permitem uma atenuação do risco a um nível individual”.

E, para tal, insta os Estados-membros a disponibilizar testes “rápidos e fiáveis aos passageiros pouco antes da partida”.

O CEO do grupo Air France-KLM e presidente da A4E, Benjamin Smith, defende no comunicado que “o Conselho da UE deve fazer disto uma prioridade política”, observando que “as medidas nacionais não coordenadas nos últimos seis meses tiveram um impacto devastador na liberdade de circulação - um dos principais objectivos da União - com repercussões significativas no sector de viagens e turismo”.

“Medidas divergentes por parte dos Estados-membros - frequentemente implementadas com muito pouca antecedência, com base em critérios diferentes, e não suficientemente coordenadas com outros países - fizeram com que a procura de passageiros descesse a pique”, lamenta Benjamin Smith.

O dirigente exige assim uma “abordagem renovada e comum às restrições de viagem”, para proporcionar “às companhias aéreas e aos passageiros a clareza e previsibilidade necessária”, para assim “melhorar a conectividade transfronteiriça e restaurar a integridade do espaço Schengen/UE”.

Criada em 2016, a A4E tem como membros companhias aéreas que operam na Europa, como o grupo Air France-KLM, easyJet, grupo Lufthansa, Ryanair, TAP Air Portugal, TUI, entre outras, que no total transportam habitualmente mais de 720 milhões de passageiros por ano, operando mais de 3.000 aeronaves e gerando mais de 130 mil milhões de euros de volume de negócios anual.

A posição da A4E segue a mesma lógica do Manifesto Europeu de Turismo, uma entidade que reúne mais de 60 organizações de turismo europeias e que na semana passada propôs a substituição de quarentenas “por testes e rastreio abrangentes e eficientes” (clique para ler: Manifesto Europeu de Turismo pede substituição de quarentenas por testes)

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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