Chipre quer reposicionar-se como destino de luxo e duplicar entradas de turistas para 4,5 milhões/ano

29-04-2005 (09h25)

As autoridades turísticas cipriotas (CTO) lançaram um plano estratégico para reposicionar o país como um destino de férias de luxo e duplicar o número de turistas/ano para 4,5 milhões em 2010.

“O plano foi concebido para destacar a singularidade do país e mostrá-lo como mais que um destino de Sol e Praia” afirmou o presidente do CTO, Photis Photiou, no oitavo congresso dos agentes de viagens gregos-cipriotas que teve lugar em Limassol no passado dia 15 de Abril.

Cultura, natureza, desporto, bem-estar, luas-de-mel, cruzeiros e congressos e viagens de incentivo são, de acordo com Photis Photiou, os produtos de aposta do turismo de Chipre para atrair um maior número de turistas com maior poder de compra.

“Estamos a investir fortemente nestes produtos”, rematou o presidente do CTO, acrescentando que as mudanças estão a acontecer embora o progresso seja lento.

De acordo com as estatísticas oficiais, Chipre recebeu em 2004 cerca de 2,3 milhões de turistas, menos 2% que em 2003. As receitas turísticas, por seu lado, caíram 3,2% para 1,7 mil milhões de euros.

Fortemente dependentes do mercado britânico, que representa cerca de 56,7% das chegadas à ilha, os empresários manifestam preocupação quanto ao sucesso do plano, que consideram ser já tardio, sobretudo pela concorrência crescente de outros destinos do mediterrâneo oriental, como a Turquia, Egipto, Croácia, Bulgária e Grécia. As chegadas de turistas do Reino Unido a Chipre sofreram no ano passado uma quebra de 1,05% para 1.332.846 turistas e os agentes de viagens cipriotas mantêm reservas quanto aos resultados em 2005, já que as reservas antecipadas no primeiro trimestre deste ano ficaram aquém de 2004.

O presidente do Eastcastle Management Group, uma consultora britânica presente no congresso dos agentes de viagens, Michael East, afirmou que as políticas eram “demasiado pequenas demasiado tarde”, tendo acrescentado que “há alguns excelentes hotéis de 5-estrelas aqui mas estão numa ilha de 3-estrelas. Se quiserem apelar ao mercado de cinco estrelas os desenvolvimentos têm de ser feitos no aeroporto, nas obras e nas praias”.

Por seu lado, o presidente da agência de viagens Midconsort Travel Group, Charles Eftichiou, afirmou que a falta de identidade de Chipre é um dos principais problemas do destino. “O país precisa ser claro quanto à forma como se quer vender”, sublinhou Charles Eftichiou.

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