Pandemia provoca primeiro ano de prejuízos à easyJet

08-10-2020 (14h20)

Foto: easyJet
Foto: easyJet

O CEO da easyJet, Johan Lundgren, anunciou em declaração publicada hoje que o exercício terminado em 30 de Setembro é o primeiro da história da companhia a terminar ‘no vermelho’, com prejuízos antes de impostos que admitem que cheguem a 926,9 milhões de euros.

A declaração consta da apresentação hoje de uma actualização de informação sobre a easyJet no final do exercício, a qual avança a previsão de uma perda no exercício entre 815 milhões e 845 milhões de libras (894 milhões a 926,9 milhões de euros, ao câmbio de hoje).

A informação, que se centra no último trimestre do exercício (Julho a Setembro, inclusive) indica que neste período, tradicionalmente a época alta da aviação na Europa, a easyJet teve uma quebra de proveitos em 73% e um prejuízo antes de impostos que se situa entre 295 milhões e 325 milhões de libras (323,6 milhões a 356,5 milhões de euros ao câmbio de hoje), quando no período homólogo do exercício anterior lucrara 528 milhões de libras (579,2 milhões de euros).

Em causa está que a pandemia levou a easyJet a ter que ‘encolher’ a sua operação em número de lugares voados em 59% ou 17,7 milhões e teve uma quebra ainda maior do número de lugares vendidos ou passageiros transportados, em 67% ou 18,6 milhões, ficando em 9,36 milhões.

A informação da easyJet especifica, aliás, que a sua percentagem de lugares vendidos ficou no trimestre em 76,3%, com uma quebra em 17 pontos face aos 93,3% de há um ano.

Essa evolução explica grande parte da quebra em 73% ou 1.660 milhões de libras (1.820,97 milhões de euros) dos proveitos do grupo easyJet no trimestre, apenas compensada por uma redução de custos em 817 milhões de libras (896,2 milhões de euroes), que vem nomeadamente de ter feito menos 106,2 mil voos (-61,5%) que no trimestre terminado a 30 de Setembro de 2019, para 66,5 mil.

A easyJet realça, aliás, que conseguiu minorar ‘a queima de dinheiro’ no trimestre, embora também reconheça que só em hedging ‘excessivo’ teve um impacto negativo na ordem de 440 milhões de libras (482,6 milhões de euros), a que acrescerão ainda o impacto do seu programa de reestruturação e imparidades em contratos de leasing de curto prazo, parcialmente compensados por transacções de venda e aluguer de aviões (sale and lease back).

Para ler mais clique:

easyJet anuncia estar a negociar redução de encargos com pessoal em Portugal

 

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