Restrições às viagens ‘cortaram’ mais de 700 milhões de chegadas de turistas de Janeiro a Agosto

27-10-2020 (15h57)

Passados os dois meses tradicionalmente mais fortes das viagens e turismo, a quebra provocada pela pandemia de covid-19 atinge os 700 milhões de chegadas, segundo a OMT, agência das Nações Unidas para o Turismo, que avança a estimativa de uma quebra de 730 mil milhões de dólares.

Para frisar a relevância da queda indicada, a OMT avança que é mais de oito vezes superior à provocada pela crise económica e financeira de 2009 e o seu secretário-geral Zurab Pololikashvili descreve-a como uma quebra “sem precedentes”.

É um declínio com consequências sociais e económicas “dramáticas e põe milhões de empregos e negócios em risco”, frisa Zurab Pololikashvili, que sublinha “a necessidade urgente de retomar o turismo de forma segura, de forma atempada e coordenada”.

A avaliação da OMT é que a covid-19 provocou quebras das chegadas internacionais em 81% em Julho e em 79% em Agosto, “tradicionalmente os dois meses de mais intensa actividade” no Verão no Hemisfério Norte.

A informação divulgada pela agência das Nações Unidas especifica que todas as regiões tiveram “grandes decréscimos das chegadas nos primeiros oito meses do ano”, com quebras em 79% na região Ásia e Pacífico, em 69% em África e no Médio Oriente, em 68% na Europa e em 65% nas Américas.

A OMT assinala também que na sequência da gradual reabertura de fronteiras a Europa teve decréscimos relativamente menores que outras regiões, de 72% em Julho e 69% em Agosto, acrescentando que, no entanto, a recuperação teve “vida curta” face à reintrodução de restrições às viagens e avisos, perante o aumento dos contágios.

A OMT avança de seguida que prevê que as viagens continuem penalizadas pela incerteza dominante e especifica que espera que este ano se verifique uma quebra em 70%, depois de uma quebra no primeiro semestre em 65%, segundo estimativa da OMT divulgada em meados de Setembro.

A agência das Nações Unidas para o Turismo diz na mesma informação que o seu painel de peritos prevê uma recuperação do turismo internacional em 2021, principalmente no terceiro trimestre.

Porém, acrescenta, cerca de 20% dos peritos só antecipam recuperação em 2022, considerando que as restrições às viagens, a par da difícil contenção do vírus, são a principal barreira à recuperação do turismo internacional.

“A falta de resposta coordenada entre os países para assegurar protocolos harmonizados e restrições coordenadas, bem como a deterioração do ambiente económico também foram identificados pelos peritos como obstáculos importantes a uma recuperação”, acrescenta.

 

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