Swissport suprime 4.000 postos de trabalho no Reino Unido

24-06-2020 (16h35)

Foto: Ross Parmly / Unsplash
Foto: Ross Parmly / Unsplash

O grupo de serviços aeroportuários suíço Swissport, actualmente detido pelos chineses do HNA, pretenden reduzir cerca de metade dos postos de trabalho no Reino Unido, num total de quatro mil, devido ao impacto da pandemia de covid-19 no transporte aéreo.

O grupo de assistência em terra a passageiros, carga e aviões, presente em aeroportos como Heathrow e Gatwick, em Londres, anunciou hoje em comunicado que terá de reduzir a sua dimensão para sobreviver à crise.

Um porta-voz da Swissport disse à AFP que o grupo estava mesmo a considerar a possibilidade de reduzir cerca de 4.500 postos de trabalho no total, tal como foi referido anteriormente pelos meios de comunicação britânicos, que citaram um email da administração.

“A epidemia de covid-19 fez-nos muito mal”, afirmou Jason Holt, o chefe do grupo para o Reino Unido e a Irlanda, citado no comunicado.

Holt explica que as dificuldades começaram com a falência da companhia aérea regional britânica Flybe em Março, uma das primeiras vítimas da crise sanitária.

Posteriormente, o encerramento do tráfego aéreo durante o confinamento conduziu a um decréscimo da atividade, provocando uma quebra em 75% do volume de negócios em Maio.

E a partir de agora “simplesmente não há aviões suficientes para que o nosso negócio continue como antes da covid-19 e isso acontecerá ainda durante algum tempo”, avisou Holt.

A Swissport emprega 8.500 pessoas no Reino Unido que prestam serviços de assistência em terra.

O sindicato Unite classificou o anúncio de “devastador”, especialmente para os aeroportos regionais e para a economia local, e reiterou o apelo para a ajuda do Governo.

Estes cortes de postos de trabalho surgem depois de múltiplos planos sociais em companhias aéreas como a easyJet, Virgin Atlantic, British Airways e Ryanair.

O Aeroporto de Heathrow lançou um plano de rescisões voluntárias, sem quantificar um objectivo.

Um estudo realizado no início de Junho estimou que, nos próximos dois a três meses, pelo menos 70.000 postos de trabalho na indústria aérea britânica estarão em risco devido à pandemia da covid-19, numa escala equivalente à experimentada pela indústria do carvão na década de 1980.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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