Hi Fly entra na ‘corrida’ ao negócio de aviação do Thomas Cook

04-06-2019 (14h52)

Foto: Nils Nedel / Unsplash
Foto: Nils Nedel / Unsplash

A Hi Fly, companhia de aviação da família Mirpuri, sucessora da falida Air Luxor, é candidata à compra do negócio de aviação do Thomas Cook, segundo maior grupo de operação turística e agências de viagens, actualmente a batalhar pela sobrevivência.

A existência de uma candidatura da Hi Fly, em concorrência com Lufthansa, Virgin Atlantic, Indigo Partners e Triton Partners, neste caso apenas pela operação nos países nórdicos, foi avançada pelo “Mail on Sunday” e secundada pela agência Reuters, que diz, citando “uma fonte familiar com o assunto”, na segunda-feira, que a companhia da família Mirpuri apresentou uma proposta de compra.

A venda do negócio de aviação é a resposta do Thomas Cook à necessidade de reunir capital face a resultados decepcionantes (prejuízo de 183,2 milhões de euros no exercício terminado em Setembro), com três profit warnings (avisos de falhanço da previsão de resultados) em menos de um ano, que não permitem o serviço de uma dívida estimada em mais de mil milhões de libras.

A Thomas Cook foi, curiosamente, o primeiro cliente do A380 da Hi Fly, companhia especializada no negócio de ACMIs (do inglês para alugueres que incluem avião, tripulação, manutenção e seguros).

A sua antecessora, a Air Luxor, porém, também teve experiência num negócio semelhante ao das companhias de aviação do Thomas Cook, uma vez que também servia o operador turístico da família Mirpuri, a Air Luxor Tours.

Actualmente, a Hi Fly realiza alguns voos charters para operadores turísticos portugueses, designadamente os seus voos para o Nordeste do Brasil no réveillon, como voltará a acontecer este ano (clique para ler: Operadores portugueses já vendem charters para o Réveillon no Brasil).

 

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