Macau anuncia plano de recuperação para o turismo

20-05-2020 (17h14)

Macau, que em 2019 recebeu quase 40 milhões de turistas, divulgou esta semana um plano para a recuperação do turismo a realizar em três fases.

A informação foi avançada pela Direção dos Serviços de Turismo (DST) no decorrer da primeira reunião plenária de 2020 do Conselho para o Desenvolvimento de Macau, que se realizou na terça-feira.

Actualmente sem casos activos, depois de duas vagas de casos que obrigaram inicialmente a fechar os casinos por 15 dias, a estatística de visitantes em Macau continua a registar perdas acima dos 93%, com os resorts e as salas de jogo praticamente desertos.

Uma realiade transmitida pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, que presidiu à reunião, e deu conta dos planos governamentais para a recuperação da indústria e dos turistas que foram quase 40 milhões em 2019.

"Planos preparatórios" que a DST já discutiu com a indústria hoteleira, agências de viagens, companhias aéreas e transportadoras marítimas, segundo as autoridades.

"A primeira fase arranca com um programa promocional para apoiar a indústria [de turismo] local, e preparar o terreno a nível nacional e do exterior", indicou a mesma nota, num momento em que se mantêm as restrições dos vistos da China, o principal mercado turístico de Macau, e nas fronteiras, bem como medidas de prevenção que incluem a obrigatoriedade de uma quarentena de 14 dias no território.

Na segunda fase, de acordo com a evolução da pandemia "e após a retoma das políticas de migração de algumas regiões, avançar-se-á com trabalhos de promoção", que contemplam programas de excursão gratuitos de meio dia para os visitantes que pernoitarem na cidade.

Na terceira fase do programa de recuperação turístico, "consoante a recuperação do mercado internacional, serão definidos planos preparatórios para a recuperação da indústria, com foco no lançamento de medidas de incentivos para redes de transportes aéreos, marítimos, autocarros transfronteiriços", sublinhou-se no comunicado.

Na mesma reunião, a DST acrescentou que, além das três fases, foi estabelecido "contacto com os operadores turísticos, com vista a conceber viagens locais e a Hengqin, para contribuir para a revitalização da economia".

Macau, com apenas 30 quilómetros quadrados, tem planos de expansão de serviços, residenciais e ligados ao turismo, já validados por Pequim, para a ilha de Hengqin, que faz parte da cidade chinesa de Zhuhai, adjacente ao território.

Esta é uma fase para a qual será determinante a recuperação do mercado internacional, frisaram as autoridades.

A pandemia teve um severo impacto nas indústrias do turismo e do jogo em Macau, das quais é fortemente dependente.

Além das medidas de apoio económico e social dirigidas a pequenas e médias empresas e à população, o Governo de Macau está a apostar no investimento público, com milhões de euros injetados em obras, especialmente dedicados a garantir aos locais a manutenção de postos de trabalho.

Com o agravar das restrições fronteiriças, milhares de trabalhadores não-residentes estrangeiros ficaram proibidos de entrar em Macau. Outros foram repatriados. Muitos deles que trabalhavam em casinos, hotéis ou em setores associados ao jogo e ao turismo, o ‘motor' da economia do território.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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