Alojamento turístico português voltou a ter mais de um milhão de hóspedes, com aumento de portugueses

15-09-2020 (15h54)

O alojamento turístico português acolheu em Julho, pela primeira vez desde Fevereiro, mais de um milhão de hóspedes, graças a um aumento em 25,8% dos residentes em Portugal, que assim perfizeram 71,1% do total, quando há um ano tinham representado 20,3%.

Os dados publicados hoje pelo INE confirmam não só a percepção da ‘fuga’ para destinos menos procurados como também a opção por destinos de proximidade, nomeadamente domésticos.

Em Julho, tradicionalmente um dos meses em que o alojamento turístico português recebe mais turistas estrangeiros, este ano chegaram menos quase 1,5 milhões, tendo uma quebra em 83,4%, para escassos 296 mil, com quebras acima da centena de milhares por parte dos residentes no Reino Unido (menos 212,3 mil), Espanha (menos 187,4 mil), Estados Unidos (menos 132,8 mil), Brasil (menos 128,7 mil), França (menos 113,4 mil) e Alemanha (menos 100,7 mil).

Mas não houve um único dos 16 maiores emissores para Portugal que em Julho não tivesse uma grande quebra de hóspedes no alojamento turístico português, em oito deles acima de 90%: Reino Unido, com -91%, Brasil, com -91,8%, Estados Unidos, com -95,9%, Irlanda, com -92,5%, Canadá, com -95,4%, Polónia, com -90,9%, China, com -96,4%, e Dinamarca, com -91,9%, a que se junta o conjunto de mercados não especificados, com uma queda média em 91,1%.

Dos restantes principais emissores, as quebras foram superiores a 69%, que foi a quebra de turistas residentes na Suíça.

Em dormidas, os dados do INE indicam que as quebras foram até mais violentas, pela quebra da estada média dos turistas, que baixou 11,3% em Julho.

Assim, o alojamento turístico português sofreu em Julho uma quebra de 5,6 milhões de dormidas (-68,1%, para 2,62 milhões), com menos 4,83 milhões de pernoitas de residentes no estrangeiro (-84,5%, para 889,1 mil) e menos 772,2 mil de residentes em Portugal (-30,8%, para 1,73 milhões).

Os mercados internacionais com as quebras mais fortes foram Reino Unido (-92,9%), Brasil (-91,1%), Estados Unidos (-95,6%), Irlanda (-93,2%), Canadá (-96%), Polónia (-93,1%), China (-96%) e Dinamarca (-94,5), a que acresce o conjunto de emissores não especificados, cuja quebra média foi de 91,1%.

Com quebras inferiores a 90%, mas ainda superiores ao decréscimo médio (-84,5%) estiveram apenas as dormidas de residentes na Suécia (-85,9%).

As quebras menos fortes foram nas dormidas de residentes na Suíça, com -67,6%, na Bélgica, com -71,9%, em Espanha, com -72,1%, em França, com -74,4%, nos Países Baixos, com -74,7%, e na Alemanha, com -75%.

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