CTP espera prolongamento do lay-off e fim do pagamento por conta
O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) disse hoje esperar que o novo pacote de medidas de apoio à economia inclua a continuação do lay-off e o fim de prestações como o pagamento por conta.
“Estamos à espera, claramente, da continuação do lay-off (não sei se nos mesmos moldes, mas temos praticamente garantido que o lay-off vai continuar) e de mais medidas fiscais que passarão de meras moratórias fiscais e que esperamos que, pura e simplesmente, acabem com prestações como o PEC [Pagamento Especial por Conta] e o pagamento por conta”, afirmou o presidente da CTP, Francisco Calheiros, durante um seminário online sobre procedimentos e boas práticas a adoptar na retoma da actividade turística.
Também destacadas pela confederação são “as tão desejadas
medidas para a capitalização das empresas”, no seguimento da aprovação pela
União Europeia dos fundos de apoio aos países europeus para recuperarem da
crise resultante da pandemia de covid-19, e que Francisco Calheiros acredita
que “irão trazer alguma situação de fundo perdido às empresas, que é
fundamental para elas se poderem recapitalizar”.
Segundo adiantou, no âmbito da negociação deste novo pacote
de medidas de apoio decorrerá na terça-feira uma nova reunião do conselho
permanente de Concertação Social, tendo a CTP “a informação de que este novo
pacote de medidas irá ser aprovado na próxima quinta-feira em Conselho de
Ministros”.
Relativamente ao impacto da pandemia no sector do turismo, o presidente da CTP fala num “tsunami”, bem ilustrado pela quebra de 97% nas receitas turísticas em Abril, mês em que o sector teve “praticamente todas as empresas paradas” (clique para ler: Turismo em Portugal teve “interrupção quase total” no mês de Abril, INE).
“Desde o princípio que a CTP definiu quatro grandes
preocupações para atacar esta pandemia – a saúde pública, a manutenção de
postos de trabalho, a viabilização das empresas e as medidas para a retoma”,
afirmou Francisco Calheiros, destacando a importância para o sector de medidas
de apoio como o lay-off simplificado, a linha de crédito específica de 1.700
milhões de euros (na qual “ainda existe verba disponível”), a linha de 60 milhões
de euros do Turismo de Portugal e a linha de microcrédito.
Conforme salientou, “estas medidas são fundamentais para a
retoma do turismo português, porque aquilo que se pretende é ter a oferta
instalada e preparada e as empresas abertas para, quando esta crise passar,
poder satisfazer a procura”.
(PressTUR com Agência Lusa)
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