Pandemia ‘destruiu’ cerca de 20 milhões de dormidas no alojamento turístico português até Junho

03-08-2020 (14h59)

A pandemia provocou uma quebra de dormidas no alojamento turístico português que se situa na ordem dos 20 milhões, de acordo com os dados divulgados hoje pelo INE, que indica 1,07 milhões de pernoitas no mês de Junho, elevando para 10,5 milhões o total no semestre.

A informação mostra uma ‘melhoria' em relação aos meses anteriores, que é também a tendência tradicionalmente dominante, por Junho ser o início da época alta, mas que na comparação com 2019 não evita uma quebra de novo superior a seis milhões de pernoitas (-6,08 milhões depois de -6,18 milhões em Maio e -5,79 milhões em Abril).

O PressTUR verificou que com base nos dados preliminares hoje divulgados pelo INE, o alojamento turístico português perdeu no primeiro semestre cerca de 15,4 milhões de dormidas de turistas estrangeiros e cerca de 4,6 milhões de turistas residentes no país.

Em termos relativos, a quebra de pernoitas no semestre é na ordem de 65,6%, com decréscimos de 52,7% da parte do mercado doméstico e 70,7% dos mercados internacionais.

As maiores quebras dão-se nas regiões que somavam mais dormidas, o Algarve, com menos cerca de 6,3 milhões de pernoitas (cerca de -72,9%, para aproximadamente 2,3 milhões), e Lisboa, que teve a agravante de ter 19 freguesias com mais restrições devido à covid-19, com menos cerca de 5,5 milhões (cerca de -64,8%, para aproximadamente três milhões.

Além do Algarve, também o alojamento turístico dos Açores está com uma quebra de dormidas acima dos 70%, com cerca de -72,7% (menos cerca de 714 mil, para 267,5 mil).

Já o Alentejo é a única região com a quebra mais fraca, em cerca de 51% (menos cerca de 608 mil, para aproximadamente 584 mil), e seguem-se Norte e Centro, com quebras na ordem de 60,9%, no primeiro caso com menos cerca de 2,84 milhões, para aproximadamente 1,82 milhões, e no segundo com menos cerca de 1,8 milhões, para aproximadamente 1,16 milhões.

Segue-se a Madeira, com um decréscimo de aproximadamente 62,5% (menos cerca de 2,2 milhões para cerca e 1,34 milhões).

Quanto aos mercados, os dados do INE divulgados hoje mostram apenas quebras superiores a 90% em Junho de todos os principais emissores para o alojamento turístico português, atingindo um máximo de -98,7% da parte da Suíça.

As quebras superaram também os 98% nos mercados da China (-98,4%), Reino Unido (-98,2%), Estados Unidos (-98,2%) e Canadá (98%).

 

Para ler mais clique:

Portugueses proporcionam "ligeira melhoria" em Junho da actividade turística em Portugal

 

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