Passageiros numa ilha dos Açores com destino final outra deixam de ter de seguir viagem em 24 horas
Foto: Jordan Sanchez / Unsplash
Os passageiros que se encontrem numa ilha dos Açores que não seja a do seu destino final deixam de estar obrigados a seguir viagem até 24 horas após a sua chegada, anunciou o presidente do Governo Regional.
Vasco Cordeiro explicou que, ao abrigo do contrato de prestação de serviço público em vigor entre a região e o grupo SATA, no âmbito dos encaminhamentos interilhas, “o passageiro com destino a outras ilhas, chegado a uma destas, do arquipélago, que não a sua ilha de destino final, tinha de seguir viagem pelo período máximo de 24 horas”, o que deixa de acontecer com base na alteração de uma cláusula.
O líder do executivo açoriano falava aos jornalistas, em Ponta Delgada, na sequência de uma reunião de trabalho presencial, e por videoconferência, com as direcções sindicais regionais da CGTP e UGT.
Segundo Vasco Cordeiro, a decisão, tomada hoje, em Conselho do Governo, surge na sequência de ter sido detectado que esta medida “não estava conforme com as necessidades impostas por razões de saúde pública”, uma vez que um passageiro em quarentena “não conseguia seguir viagem nas 24 horas” que eram impostas.
Para o chefe do executivo, os passageiros “deixam, dessa forma, de ser prejudicados”, sendo que a medida tem efeitos retroactivos a 19 de Março em relação a reembolsos, no caso dos passageiros que se viram obrigados a permanecer mais de 24 horas na ‘gateway’ de entrada na Região e assumiram os custos do seu encaminhamento.
Quarta-feira, Vasco Cordeiro anunciou que os passageiros que desembarcam nos Açores vão ser dispensados de permanecer em isolamento profilático ou de realizar quarentena caso testem negativo à covid-19.
"Com a maior consciência que existe, e que nós acreditamos que neste momento existe do ponto de vista dos cuidados que se deve ter nessa situação, essa [a quarentena e o isolamento profilático] deixa de ser uma exigência", disse Vasco Cordeiro hoje, no Palácio de Sant'Ana, em Ponta Delgada, depois de reunir-se com as Câmaras do Comércio da região e com a Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas dos Açores (AICOPA).
(PressTUR com Agência Lusa)
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