Turismo de Portugal tem em curso 38 projectos de enoturismo com 60 milhões de euros já aprovados

12-11-2019 (15h59)

Foto Kelsey Knight / Unsplash
Foto Kelsey Knight / Unsplash

O Turismo de Portugal tem em curso 38 projectos de desenvolvimento da oferta de enoturismo, com mais de 60 milhões de euros de investimento já aprovados, disse a entidade à agência Lusa.

Segundo o Turismo de Portugal, que a Lusa contactou por ocasião do Dia Europeu do Enoturismo que se comemorou no Domingo, estes projectos centram-se em diferentes vertentes como hotéis temáticos, rotas, enotecas, museus, eventos, adegas, quintas e solares.

O Programa de Acção para o Enoturismo 2019-2021 foi apresentado, em Março, na Bolsa de Turismo de Lisboa e foi o ponto de partida "para uma construção partilhada em torno de um tema prioritário" para o desenvolvimento turístico nacional, recordam.

Desde essa altura, as empresas "têm mostrado muita proactividade e dinamismo. Foram vários os contactos recebidos por parte de produtores, empresários e empreendedores, no sentido de apresentarem, presencialmente, os seus produtos, serviços e ideias de negócio", refere ainda o Turismo de Portugal, em respostas escritas à Lusa.

Segundo o organismo, muitos dos projectos apresentados "têm uma forte base digital, permitindo acelerar o processo de digitalização da oferta enoturística, uma das lacunas do enoturismo português".

Projectos que, "simultaneamente contribuem para incrementar e promover a inovação em turismo, um dos objectivos centrais da Estratégia Turismo 2027 (ET27)", acrescenta.

Em Março, a então secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho (hoje ministra do Trabalho), afirmou que Portugal tem cerca de 2,2 milhões de visitantes por ano que já têm como motivação principal ou complementar o enoturismo e gastronomia, que estão muitas vezes associados, e que os principais mercados emissores destes turistas para Portugal são o Reino Unido, Brasil, Estados Unidos da América e a China.

Em Março, dizia, existiam em todo o país cerca de 260 unidades de enoturismo.

Do programa de acção anunciado constavam várias linhas de actuação a desenvolver em articulação com os diferentes actores do sector que se encontram agora a ser operacionalizadas, ao mesmo tempo que estão também a ser desenvolvidos Planos de Promoção regionais, em articulação com as Agências de Promoção Regional, envolvendo as empresas e a oferta de enoturismo de cada região.

No que se refere "à notoriedade dos vinhos e do enoturismo português, foram já desenvolvidas ações de divulgação em mercados externos", com estes produtos a estarem presentes em várias ações de promoção internacionais em mercados com potencialidade para o enoturismo português.

Já no primeiro semestre de 2020 vai ser disponibilizada a plataforma digital PortugueseWineTourism que, segundo o TP, agrega a oferta do enoturismo nacional, "conferindo-lhe maior escala e notoriedade nos mercados interno e externo".

O objectivo, acrescentam, é que funcione depois como âncora na vertente de promoção internacional.

A formação é outro dos focos no desenvolvimento do plano de acção apresentado, sendo que nesta vertente o programa Enotur vai arrancar em 2020, abrangendo: um Curso Geral de Formação em Enoturismo, Formação Territorial Temática, Formação e Certificação em Escanção e o 'Cross-Sector Partnerships'.

O Programa de Acção para o Enoturismo em Portugal assume o produto 'Gastronomia & Vinhos' como uma prioridade para o desenvolvimento turístico nacional. "Identificado como um dos ativos presentes na Estratégia Turismo 2027 (ET27), este Programa pretende valorizá-lo estrategicamente, acrescentando-lhe valor numa lógica entre setores, contribuindo para a coesão da atividade turística em todo o país e ao longo de todo o ano", explica o TP.

Com mais de 190 mil hectares de vinha, 31 Denominações de Origem Protegida, 14 Denominações de Indicação Geográfica e mais de 500 'players' privados neste segmento, "Portugal, o melhor destino turístico do mundo e também produtor dos melhores vinhos do mundo, pretende posicionar-se como um destino de referência mundial no segmento enoturismo", garantem.

Com um investimento previsto, a três anos, de cinco milhões de euros para ações de promoção e formação, "este referencial estratégico visa potenciar a venda cruzada entre ‘vinho’ e ‘turismo’, induzir boas práticas nos agentes do setor, contribuir para a estruturação e valorização de destinos e rotas de enoturismo e valorizar os territórios vinhateiros", conclui o TP.

A realização da 5ª Conferência Mundial de Enoturismo vai decorrer em Reguengos de Monsaraz (distrito de Évora), em 2020, e é promovida pela Organização Mundial de Turismo (OMT).

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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